DESAFIOS ENFRENTADOS POR ENFERMEIROS NA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM UM MUNICÍPIO DO SERTÃO PARAIBANO
Palavras-chave:
Classificação de risco, Enfermeiros, Desafios.Resumo
A classificação de risco tem se consolidado, ao longo dos anos, como uma estratégia eficaz para reduzir a superlotação nos serviços de urgência e emergência, permitindo que o atendimento ocorra conforme a gravidade clínica do paciente, e não pela ordem de chegada. Essa metodologia contribui para diminuir o tempo de espera, otimizar o fluxo assistencial e promover maior segurança e especificidade no cuidado. Entretanto, diversos fatores ainda comprometem sua efetividade, entre eles a superlotação e a falta de compreensão da população acerca do processo, visto que, o uso irregular trás consigo muitos malefícios e consequências que podem causar danos irreparáveis. A presente pesquisa teve o objetivo analisar os fatores que dificultam a atuação dos enfermeiros na classificação de risco, visando compreender como esses desafios impactam a qualidade do atendimento. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa. A pesquisa foi desenvolvida no SAMU, localizado na cidade de São José de Espinharas – PB, em setembro de 2025. A população foi composta por enfermeiros que atuam nesse serviço e que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão propostos, contabilizando uma amostra de 6 enfermeiros. O instrumento utilizado para a realização da coleta de dados foi o questionário online, constituído por questões sociodemográficas e profissional. Foi realizada uma análise estatística descritiva dos dados sociodemográficos e quantitativa das variáveis presentes no questionário, por meio do programa SPSS (Statistical Package for Social Science). Os resultados evidenciaram que, (100%) a existência de protocolos atualizados e treinamentos regulares facilitaria seu trabalho na classificação de risco. No que se refere as dificuldades encontradas (50,0%) o tempo é insuficiente para avaliação adequada, sobrecarga de trabalho (16,7%), (16,7%) relataram estrutura física inadequada e outros (16,7%) falta de recursos materiais. Ademais, (66,7%) relataram que a sobrecarga de trabalho interfere na qualidade da classificação de risco.
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