O PROTOCOLO DE MANCHESTER: FUNCIONAMENTO E APLICAÇÃO NA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM SERVIÇOS DE EMERGÊNCIA
Palavras-chave:
Protocolo de Manchester, Classificação de Risco, EnfermeiroResumo
Introdução: A classificação de risco em serviços de urgência e emergência é
fundamental para a organização do fluxo assistencial e priorização do atendimento
conforme a gravidade clínica. Nesse contexto, o Protocolo de Manchester é
amplamente utilizado na prática da enfermagem, embora sua aplicação ainda
enfrente desafios. Objetivo: Analisar a aplicação do Protocolo de Manchester em
serviços de emergência, com ênfase na atuação de enfermeiros e nas dificuldades
associadas ao seu uso. Método: Estudo de campo, descritivo, de abordagem
quantitativa, realizado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Pombal–
PB. Participaram 12 enfermeiros com atuação mínima de seis meses no setor. A
coleta ocorreu por meio de questionário estruturado, elaborado pelos pesquisadores.
Os dados foram analisados por estatística descritiva simples, com frequências
absolutas e relativas. Resultados: O protocolo mostrou-se incorporado à prática
assistencial, sendo reconhecido como instrumento relevante para organização do
fluxo e priorização dos atendimentos. Observou-se, contudo, ausência de
capacitação formal entre parte dos profissionais, apesar da percepção de bom nível
de conhecimento. As principais dificuldades referem-se ao desconhecimento da
população sobre a classificação por cores, resistência da equipe multiprofissional,
sobrecarga de trabalho e limitações estruturais. Conclusão: O Protocolo de
Manchester apresenta aplicação consolidada no serviço estudado, porém com
fragilidades relacionadas à capacitação profissional e a fatores organizacionais e
sociais. Destaca-se a necessidade de investimentos em educação permanente e em
ações educativas voltadas à população para fortalecer a efetividade da classificação
de risco e a qualidade da assistência.
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