Doença de Parkinson: inovações e perspectivas em tratamento farmacológicos e não farmacológicos

Autores

  • CAMILA CARLA SANTOS PEREIRA Unifip

Palavras-chave:

Doença de Parkinson, Características da Doença, Fármacos, Tratamentos.

Resumo

A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa de progressão lenta causada pela ampla morte de neurônios produtores de dopamina da região do Sistema Nervoso Central (SNC) conhecida como substância negra, localizada nos gânglios da base. O tratamento foca principalmente no alívio dos sintomas, sem modificar a progressão da enfermidade, e incluem abordagens farmacológicas, procedimentos cirúrgicos e recursos de suporte, como fisioterapia, fonoaudiologia e atividades físicas. O presente estudo objetivou investigar e apresentar novas alternativas terapêuticas para o tratamento da DP destacando inovações que possam melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter descritivo, utilizando uma abordagem qualitativa. Para direcionar o presente estudo utilizou-se como critérios de inclusão: artigos científicos, dissertações e teses relacionados ao tema e objetivos da pesquisa, de acesso gratuito na íntegra nos idiomas português e inglês, e se baseou em DeCS específicos: “Doença de Parkinson”, “Fármacos”, “Tratamentos” e “Evolução” e seus correspondentes em inglês “Parkinson’s Disease”, “Drugs”, “Treatments” e “Evolution”, no período de 2017 a 2024. Como critérios de exclusão, foram descartados artigos duplicados, estudos que não estivessem diretamente alinhados aos objetivos propostos, trabalhos em idiomas diferentes do português e/ou inglês, bem como, aqueles não indexados nas bases de dados mencionados e nem disponível na integra, resultando na identificação de 408 artigos, que, após aplicação dos filtros e critérios de exclusão estabelecidos, 179 estudos foram removidos, restando 229 para avaliação. Como resultado, foram selecionados 9 estudos para embasar a pesquisa. A DP é considerada uma patologia crônica neurodegenerativa e progressiva, que, com o passar do tempo, o seu processo sintomatológico piora e, em alguns casos, os pacientes ficam gravemente incapacitados, enquanto outros passam por pequenas perturbações de cunho motor. Os estudos encontrados demonstram que a DP possui uma apresentação clínica multifacetada, com progressão heterogênea e que pode afetar diversos sistemas de neurotransmissores, provocando o surgimento de vários sinais e sintomas. Os avanços no tratamento da DP, como o uso da opicapona, safinamida e terapias de infusão, os quais permitem opções emergentes que têm o potencial de transformar o prognóstico e desacelerar a evolução da doença. Assim, o estudo reforça que, embora a DP seja incurável, ela pode ser tratada com terapias adaptadas às necessidades individuais dos pacientes, sendo a levodopa o medicamento mais eficaz no controle motor. Outros fármacos, como opicapona, safinamida e o uso terapêutico de Cannabis sativa, também se destacam por seus resultados promissores. O manejo da doença exige uma abordagem multidisciplinar e a continuidade de pesquisas para aprimorar as avaliações e desenvolver estratégias terapêuticas mais eficazes.

 

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Publicado

2024-12-20

Como Citar

PEREIRA, C. C. S. (2024). Doença de Parkinson: inovações e perspectivas em tratamento farmacológicos e não farmacológicos. Repositório Institucional Do Unifip, 9(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/6030

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