AVALIAÇÃO PSICOMOTORA EM PACIENTES COM PARKINSON
Palavras-chave:
Doença de Parkinson, Avaliação Psicomotora, FisioterapiaResumo
Introdução: No Brasil, o envelhecimento da população tem aumentado devido à redução das taxas de natalidade e mortalidade, ao aumento da expectativa de vida e aos investimentos em saúde e tecnologia. Esse cenário tem contribuído para o aumento das doenças neurodegenerativas, como a Doença de Parkinson (DP), que afeta principalmente os idosos. Objetivo: O estudo visou avaliar a função psicomotora de pacientes com Parkinson, isso incluindo traçar o perfil sociodemográfico e clínicos dos pacientes, observar a coordenação motora fina e grossa, equilíbrio e noção de tempo e espaço, e identificar quais elementos psicomotores estão mais deficitários. Metodologia: Tratou-se de uma pesquisa de campo com abordagem descritiva e quantitativa. Possui como público-alvo pacientes da Clínica Escola de Fisioterapia do Centro Universitário – UNIFIP e do Centro de Reabilitação em Pombal – PB. A amostra foi composta pelos primeiros cinco voluntários diagnosticados com Parkinson que aceitaram participar do estudo. Os dados foram coletados através de um questionário semi-estruturado e uma escala de avaliação psicomotora, sendo posteriormente analisados com o software IBM SPSS Statistics 21. Resultados: A amostra contou com cinco pacientes diagnosticados com DP, sendo três do sexo masculino (60%) e dois do feminino (40%), com faixa etária entre 49 e 83 anos. O perfil sociodemográfico mostrou que 80% se autodeclararam brancos e 20% pardos. Em relação à ocupação, 60% eram aposentados, 20% pensionistas e 20% atuavam como porteiros. O tempo de diagnóstico variou de 6 a 30 anos, com todos os participantes (100%) fazendo uso de medicação específica, 80% realizando fisioterapia regularmente e apenas 20% com histórico de intervenção cirúrgica. Ao utilizar a Escala Motora para Terceira Idade (EMTI), constataram-se alterações significativas nas habilidades psicomotoras, especialmente no equilíbrio e na coordenação global. Conclusão: Os resultados revelaram que pacientes com Parkinson apresentam marcantes dificuldades em atividades que demandam equilíbrio e coordenação motora ampla, embora mantenham relativamente preservadas as habilidades de organização espacial e temporal, reforçando a necessidade de abordagens multidisciplinares para melhorar a autonomia e qualidade de vida desses pacientes. Diante da limitação de pesquisas específicas sobre o tema, este trabalho oferece uma contribuição significativa para o campo.
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