PERCEPÇÃO DOS CIRURGIÕES-DENTISTAS DA ATENÇÃO BÁSICA SOBRE TERAPIA PULPAR EM DENTES DECÍDUOS
Palavras-chave:
Cárie, Dentes Decíduos, Terapia PulparResumo
RESUMO
A cárie dentária ainda é uma doença prevalente, sobretudo em crianças, impactando negativamente na sua qualidade de vida e sendo classificada como uma condição crônica e infecciosa. A terapia pulpar em dentes decíduos surge como uma opção de tratamento desta doença, visando preservar a saúde bucal e promover um desenvolvimento oral adequado na infância. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a percepção dos cirurgiões-dentistas de Atenção Básica acerca de terapias pulpares em dentes decíduos, destacando as diversas abordagens terapêuticas, indicações, técnicas e materiais utilizados. Para isso, utilizou-se um questionário quantitativo e exploratório, que avalia as condutas de cirurgiões-dentistas em relação à terapia pulpar em dentes decíduos. A pesquisa foi realizada com profissionais da Atenção Básica atuantes nos municípios de Santa Luzia (PB) e Pombal (PB). A pesquisa mostrou que a conduta dos cirurgiões-dentistas da Atenção Básica diante de casos de terapia pulpar em dentes decíduos, no qual a maioria dos cirurgiões-dentistas afirmou realizar o capeamento pulpar direto (n=13; 59%) em casos de exposição acidental da polpa em dentes decíduos vitais ou com pulpite reversível e lesão de cárie profunda, após remoção seletiva. Em relação ao material utilizado para pulpotomia, o hidróxido de cálcio foi escolhido por 68,1% dos profissionais (n=15). Além disso, a maioria relatou realizar testes de percussão e sensibilidade pulpar (térmicos e elétricos) em crianças (n=13; 59,1%). O estudo mostrou que a maioria dos cirurgiões-dentista da atenção básica já ouviram falar em terapia pulpar em dentes decíduos e a terapia empregada dependia dos sinais e sintomas de cada paciente.
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