ATENÇÃO FARMACÊUTICA VOLTADA AOS PACIENTES COM TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB)
Palavras-chave:
Atenção farmacêutica, Manejo farmacológico, Transtorno bipolarResumo
O transtorno afetivo bipolar (TAB) caracteriza-se como uma condição
psiquiátrica crônica, complexa e incapacitante, de etiologia multifatorial e manejo
farmacológico delicado. De acordo com o Ministério da Saúde, o transtorno bipolar causa
considerável sofrimento, impactando diversas áreas da vida do indivíduo. O TBA afeta 1% a
3% da população mundial. O transtorno bipolar pode ser dividido em dois subtipos: o Tipo I,
e o Tipo II. O tratamento do transtorno bipolar envolve principalmente estabilizadores de
humor, como lítio, valproato e lamotrigina, além de antipsicóticos atípicos, antidepressivos e
ansiolíticos, conforme o quadro clínico. A terapia cognitivo-comportamental complementa a
farmacoterapia, auxiliando na adaptação do paciente. O farmacêutico desempenha um papel
fundamental, promovendo o uso racional dos medicamentos, orientando sobre efeitos
colaterais e favorecendo a adesão ao tratamento, o que melhora a qualidade de vida. Este
estudo teve como objetivo compreender melhor o diagnóstico, a manifestação clínica e o
tratamento do transtorno afetivo bipolar, com ênfase no papel da atenção farmacêutica no
manejo da doença. Para tanto, foi realizada uma revisão integrativa, de 10 artigos
selecionados publicados entre 2019 e 2024, na qual foram selecionados aqueles em português,
utilizando os seguintes descritores: atenção farmacêutica, manejo farmacológico e
farmacoterapia do transtorno bipolar, adotou-se como critério de exclusão os artigos que
estavam fora do escopo do estudo. Essas publicações obtidas por meio de uma busca
exploratória, cruzando os descritores nas seguintes bases de dados: Scientific Electronic
Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde
(LILACS) e PubMed. A revisão realizada demonstrou que o uso racional de estabilizadores
de humor, antipsicóticos e outros psicofármacos, associado à terapia
cognitivo-comportamental, pode promover melhor controle dos sintomas e favorecer a
estabilidade clínica do paciente. Nesse contexto, a atenção farmacêutica se destaca como um
componente essencial para a adesão ao tratamento e prevenção de recaídas, por meio da
orientação contínua, do acompanhamento individualizado e da detecção precoce de efeitos
adversos ou interações medicamentosas. Assim, reforça-se a importância da atuação do
farmacêutico no cuidado integral em saúde mental, contribuindo para a eficácia terapêutica e
a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos com transtorno bipolar.
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