USO INDISCRIMINADO DE ANFETAMINAS ENTRE OS UNIVERSITÁRIOS DOS CURSOS DA SAÚDE
Palavras-chave:
Anfetamina, Automedicação, Psicoestimulantes, Saúde pública, UniversitáriosResumo
O uso de substâncias psicoestimulantes entre universitários tem se tornado uma
prática crescente, especialmente entre os estudantes de cursos da área da saúde. Buscando
melhorar o desempenho acadêmico e lidar com a pressão dos estudos, muitos desses estudantes recorrem ao uso indiscriminado de substâncias como anfetaminas e metilfenidato,
frequentemente sem prescrição médica. Este comportamento pode levar a sérios efeitos
adversos à saúde, como intoxicações, dependência e problemas psicológicos. O objetivo deste
estudo foi avaliar a prevalência do uso de psicoestimulantes entre universitários, focando nas
anfetaminas, identificar a presença de orientação médica e analisar as percepções dos usuários sobre os benefícios e riscos associados ao uso dessas substâncias. A metodologia adotada consistiu em uma revisão integrativa da literatura, com uma abordagem qualitativa. Foram selecionados estudos publicados entre 2019 e 2025, disponíveis nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed. Os descritores utilizados para a busca foram: “anfetamina”,
“automedicação”, “psicoestimulantes”, “saúde pública” e “universitários”, combinados por
meio dos operadores booleanos AND e OR, conforme a necessidade de refinamento dos
resultados. A partir dos critérios de inclusão e exclusão, foram analisados 22 artigos, dos quais
10 apresentaram relevância científica e foram selecionados para a análise final. A análise dos
dados revelou que o uso de psicoestimulantes é uma prática comum entre os universitários,
especialmente nas áreas da saúde, com a maioria dos usuários fazendo uso dessas substâncias
sem orientação médica adequada. Os resultados mostraram que, apesar das campanhas e
orientações sobre os riscos da automedicação, muitos estudantes continuam a utilizar
psicoestimulantes em busca de um desempenho acadêmico mais eficiente. A falta de
regulamentação efetiva sobre o uso dessas substâncias e a escassez de políticas públicas
voltadas para a conscientização e controle do seu uso tornam a questão ainda mais complexa.
Além disso, o estudo indicou que a automedicação e o uso indevido dessas substâncias são
impulsionados pela pressão acadêmica e pela busca por resultados rápidos, sem considerar os
riscos à saúde física e mental dos usuários. Conclui-se que é essencial desenvolver estratégias
de prevenção e conscientização sobre o uso de psicoestimulantes, especialmente no contexto
acadêmico, onde a pressão por desempenho é significativa. A implementação de políticas
públicas que promovam a educação e o uso responsável dessas substâncias, bem como a
disponibilização de suporte psicológico e médico, são fundamentais para mitigar os riscos
associados à automedicação e ao uso indiscriminado de psicoestimulantes. A pesquisa também destaca a importância de estudos adicionais que possam aprofundar a compreensão sobre os fatores que levam ao consumo dessas substâncias entre universitários, contribuindo para a criação de estratégias mais eficazes no enfrentamento dessa problemática.
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