O IMPACTO DOS ANTICONCEPCIONAIS HORMONAIS NA INCIDÊNCIA DE DISTÚRBIOS METABÓLICOS E SUAS IMPLICAÇÕES NA SAÚDE DA MULHER
Palavras-chave:
Contraceptivo;, Saúde Feminina;, Efeitos Adversos.Resumo
Introdução: O anticoncepcional hormonal surgiu marcando um avanço no planejamento familiar, com um propósito de contracepção. Posteriormente foram descobertos benefícios secundários, como o controle do ciclo menstrual e o tratamento de algumas disfunções hormonais. O uso da pílula tem se iniciado cada vez mais cedo, levando a uma exposição prolongada deste fármaco, o que pode provocar inúmeros efeitos adversos, incluindo alterações metabólicas e aumento do risco de doenças mais graves. Apesar disso, esse método continua sendo o mais utilizado para prevenir gravidez inoportuna. Objetivo: Demonstrar os efeitos do uso prolongado de anticoncepcionais hormonais no público feminino bem como apontar os principais riscos envolvidos.Método: Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva, com abordagem quantitativa e qualitativa, realizada no Centro Universitário de Patos – UNIFIP. A amostra foi composta por 61 mulheres em idade fértil, que utilizaram ou utilizavam anticoncepcionais hormonais. A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de um questionário com 16 perguntas, abordando o uso do método contraceptivo, tempo de uso, tipo utilizado, alterações percebidas, diagnóstico de distúrbios metabólicos entre outros questionamentos. Resultados: O questionário foi respondido por 61 mulheres, (100%) das participantes já haviam utilizado anticoncepcional hormonal, destas (62,3%) tinham entre 21-30 anos, a mesma porcentagem se identificou como solteira, a maioria (49,2%) eram estudantes. A pílula foi o método mais comum (83,6%), a maior parte relatou uso contínuo por mais de três anos (42,6%), a contracepção foi a principal razão para o uso mencionada por (72,1%) delas. (75,4%) relataram alterações na saúde geral após início do uso. Dentre os efeitos mais relatados estavam oscilações de humor (62,7%), alterações no ciclo menstrual (56,9%), na libido (41,2%) e aumento de peso (54,1%). Apesar desses sinais, (63,9%) das mulheres nunca haviam discutido os efeitos dos anticoncepcionais sobre sua saúde metabólica com um profissional. Apenas (13,1%) relataram diagnóstico de distúrbio metabólico. Conclusão: Os dados apontam para a associação entre o uso contínuo, sem acompanhamento médico, e efeitos adversos, além da falta de informação entre as usuárias. Os resultados reforçam a importância de abordagens individualizadas na prescrição, contribuindo para práticas mais seguras e conscientes na saúde da mulher.
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