AUTOMEDICAÇÃO E O USO INDISCRIMINADO DE PSICOTRÓPICOS

Autores

  • MARIA EDUARDA BARBOSA DA SILVA unifip

Palavras-chave:

Dependência química;, Farmacêutico;, Psicofármacos;, Saúde pública, Uso racional de medicamentos

Resumo

 Os psicotrópicos são medicamentos fundamentais no tratamento de transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia e epilepsia. No entanto, seu uso inadequado, especialmente por meio da automedicação, tem se tornado um grave problema de saúde pública. A presente pesquisa teve como objetivo analisar os riscos associados à automedicação e ao uso indiscriminado de psicotrópicos, bem como destacar o papel do farmacêutico na promoção do uso racional dessas substâncias. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa, descritiva e explicativa. A coleta de dados foi realizada nas bases SciELO e PubMed, entre fevereiro e maio de 2024, resultando na seleção de 16 artigos publicados entre 2019 e 2024. Os critérios de inclusão envolveram estudos disponíveis na íntegra, redigidos em português, inglês ou espanhol, com foco nos riscos do uso indevido de psicotrópicos, enquanto os de exclusão eliminaram publicações irrelevantes ou com falhas metodológicas. Os resultados revelaram que a automedicação com psicotrópicos está associada a um aumento significativo de intoxicações, reações adversas, dependência química e uso combinado com outras substâncias, elevando os riscos à saúde individual e coletiva. Jovens, estudantes universitários e profissionais da área da saúde foram identificados como grupos particularmente vulneráveis. Além disso, os dados apontam para a desinformação da população sobre os perigos do uso não supervisionado desses medicamentos, agravada pela facilidade de acesso e ausência de controle rigoroso em muitas farmácias. A discussão evidencia a urgência de ações educativas voltadas à população e de políticas públicas que promovam o uso racional de medicamentos. Nesse contexto, o farmacêutico surge como um agente fundamental, não apenas na dispensação, mas na orientação, monitoramento e prevenção do uso inadequado de psicotrópicos. A Portaria nº 3.916/98 do Ministério da Saúde reforça esse papel, ao prever uma assistência farmacêutica centrada na qualidade, segurança e eficácia terapêutica. Conclui-se que compreender os riscos da automedicação com psicotrópicos e fortalecer a atuação do farmacêutico são estratégias essenciais para mitigar danos, garantir a segurança terapêutica e melhorar a qualidade de vida da população. A adoção de medidas preventivas integradas e ações de conscientização são indispensáveis frente a esse desafio crescente da saúde pública.

 

 

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Publicado

2025-09-16

Como Citar

SILVA, M. E. B. D. (2025). AUTOMEDICAÇÃO E O USO INDISCRIMINADO DE PSICOTRÓPICOS. Repositório Institucional Do Unifip, 10(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/6682

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