A INFLUÊNCIA DA NUTRIÇÃO FUNCIONAL SOBRE O TRANSTORNO DA DEPRESSÃO: REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Nutrição funcional, transtorno de depressão, alimentação e saúde mentalResumo
A nutrição funcional, baseada na individualidade bioquímica, prioriza o paciente e não apenas a doença, considerando aspectos como estilo de vida, fatores ambientais e sinais clínicos. Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras ruins, associam-se ao agravamento dos sintomas depressivos. Em contrapartida, padrões alimentares ricos em nutrientes como ômega-3, triptofano, vitaminas do complexo B, magnésio, zinco, antioxidantes, além do consumo de frutas, vegetais, cereais integrais e oleaginosas, foram associados à melhora da saúde mental. Assim, a presente pesquisa teve como objetivo analisar a influência da nutrição funcional no tratamento e na prevenção do transtorno da depressão, destacando a relevância da alimentação e saúde mental como campos interligados. Para isso, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo e descritivo, utilizando bases científicas como SCIELO, PubMed e BVS. Foram analisados artigos publicados entre 2015 e 2025, e ao final, 8 estudos atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a amostra final. Os resultados evidenciaram que dietas funcionais, como a dieta mediterrânea, mostraram-se eficazes na redução dos sintomas da depressão. Nutrientes como EPA e DHA, presentes em peixes e sementes, bem como o triptofano, encontrado em chocolates, castanhas e soja, contribuíram para o aumento da produção de serotonina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. O uso de fitoterápicos como açafrão e erva-de-São-João também apresentou efeitos positivos, ao aumentar os níveis de dopamina e atuar sobre a função serotoninérgica. Concluiu-se que a nutrição funcional teve papel significativo na prevenção e no tratamento do transtorno de depressão, oferecendo uma alternativa ou complemento aos tratamentos farmacológicos e psicoterapêuticos tradicionais. A abordagem funcional da alimentação promoveu uma atuação direta sobre processos bioquímicos e neurológicos, com menos efeitos colaterais e foco na causa dos desequilíbrios. Contudo, a aplicação clínica ainda enfrentou obstáculos, como a falta de protocolos padronizados e a necessidade de maior divulgação científica.
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