PRÁTICAS FISIOTERAPÊUTICAS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL NO SERTÃO PARAIBANO
Palavras-chave:
Fisioterapia, UTIN, Práticas fisioterapêuticas, PrematuridadeResumo
A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é um ambiente de alta complexidade que
exige assistência multiprofissional especializada. Nesse contexto, o Fisioterapeuta contribui
ativamente para a elaboração e execução de condutas baseadas no cuidado individualizado e no
planejamento terapêutico. Sua atuação inclui técnicas de higiene brônquica, reexpansão
pulmonar e manejo do suporte ventilatório, tanto invasivo quanto não invasivo. Além disso,
desempenha um papel essencial no cuidado da função motora, por meio de intervenções de
estimulação sensório-motor. Este estudo tem como objetivo descrever as práticas
fisioterapêuticas desenvolvidas em uma UTIN localizada no Sertão Paraibano, identificando as
patologias mais prevalentes entre os neonatos internados, bem como as técnicas e recursos
tecnológicos empregados pelos fisioterapeutas no processo de cuidado. Trata-se de uma
pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem quantitativa, que investigou as práticas
fisioterapêuticas a partir da perspectiva dos profissionais atuantes na UTIN. A coleta de dados
foi realizada com 09 fisioterapeutas por meio de um questionário estruturado, abordando
questões ocupacionais e relacionadas às práticas fisioterapêuticas na UTIN. Os resultados
demonstraram que as práticas fisioterapêuticas na UTIN estudada incluíram técnicas motoras e
respiratórias, como compressão-descompressão (100%), AFE e aspiração orotraqueal (100%),
estímulo sensório-motor (88,9%) e uso de VNI (BIPAP com 100% e CPAP com 100%).
Observou-se predominância de fisioterapeutas jovens do sexo feminino (88,9%), e com pósgraduação (77,8). A patologia mais frequente entre os neonatos foi a prematuridade (100%).
Conclui-se que a fisioterapia neonatal, por meio de intervenções motoras e respiratórias
combinadas com planejamento individualizado e integração multiprofissional, é fundamental
para garantir a estabilidade clínica e o desenvolvimento funcional de recém-nascidos
prematuros.
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