IMPORTÂCIA DO FARMACÊUTICO NA AUTOMEDICAÇÃO ASSISTIDA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Palavras-chave:
Medicamento Isento de Prescrição. Medicamentos de Venda Assistida. Automedicação. Farmacêutico.Resumo
A automedicação é definida pela prática de tomar medicações sem supervisão ou prescrição médica. Os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) consistem em substâncias terapêuticas utilizadas para tratar condições autolimitadas cuja prescrição médica não é obrigatória para que sejam dispensados nos autosserviços. Tal prática difere da autoprescrição visto que essa envolve o uso irresponsável de medicamentos por contra própria. Logo, para que a automedicação ocorra de forma segura e efetiva é crucial que seja acompanhada da informação necessária, visto que seu uso indiscriminado pode acarretar graves consequências. Logo, o objetivo desse estudo consiste em compreender a atuação do farmacêutico como agente modificador da saúde diante da automedicação dos MIPs. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura que buscou reunir as principais referências e foi guiada pelos descritores e pela questão norteadora: De que forma o farmacêutico pode atuar ou atua como promotor da saúde na automedicação com os MIPs? Nas bases de dados RSD Journal, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (Scielo). Após, os estudos foram submetidos a alguns critérios de inclusão e exclusão, sendo selecionados artigos científicos, dissertações de mestrado e teses de doutorado da área da Ciências da Saúde que abordam o tema e que foram publicados nos últimos cinco anos, excluindo os artigos duplicados e que não se configuram no idioma português, inglês ou espanhol. Diversos fatores, desde econômicos, políticos e culturais têm contribuído para o aumento mundial da automedicação, chegando a ser um problema de saúde pública. Dentre os medicamentos mais utilizados para automedicação, estão os MIPs. Assim, um aumento da sua demanda, intrinsecamente aumenta os problemas decorrentes do uso irracional de medicamentos, especialmente das pessoas mais vulneráveis, seja essa influenciada pelo marketing ou pela cultura de automedicação. Demonstrou-se, então, que o farmacêutico corresponde ao principal agente modificador da venda indiscriminada dessas substâncias, como já anteriormente proposto na resolução nº 586/2013, atuando como promotor da saúde e permitindo assim a automedicação responsável preconizada pela ANVISA, cuja venda é acompanhada da correta orientação. Por fim, para que isso venha a ocorrer, deve-se investir em práticas que promovam a inserção desse profissional na atenção primária e que proporcione a concretização dessa prática.
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