USO INDISCRIMINADO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS E AS CONTRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Autores

  • PRICILA DE LIRA SOARES unifip

Palavras-chave:

Automedicação, Anti-inflamatórios, Farmacêutico

Resumo

Uso indiscriminado de anti-inflamatórios e as contribuições do profissional farmacêutico: uma revisão sistemática

 

Indiscriminate use of anti-inflammatories and the contributions of pharmaceutical professionals: a systematic review

 

Pricila de Lira Soares [1]

Diego Igor Alves Fernandes Araújo [2]

 

RESUMO: A automedicação é definida como um fenômeno amplamente discutido na cultura médica e farmacêutica, não só no Brasil, mas também no mundo, afetando diversos países e causando preocupação global, sendo um problema multifatorial causado pela facilidade de aquisição de medicamentos e marketing publicitário como facilidade de compra. Logo, tem-se os anti-inflamatórios, que são uma das classes terapêuticas mais utilizadas no mundo e, em alguns países, os medicamentos de venda livre mais utilizados. O estudo objetivou realizar uma pesquisa de revisão sistemática a respeito do uso indiscriminado de anti-inflamatórios e as contribuições do profissional farmacêutico. O presente trabalho trata-se de um estudo de revisão sistemática. Inicialmente, foi elaborado a pergunta científica norteadora. Em seguida foi identificado as bases de dados a serem consultadas, mediante busca digital nas bases de dados Lilacs e SciELO. A busca foi orientada utilizando-se os descritores “automedicação”, “anti-inflamatórios” e “farmacêutico” e seus correspondentes em inglês “self-medication”, “anti-inflammatories” e “pharmaceutical”. Os critérios de inclusão para a elaboração do estudo foram artigos publicados em português e inglês, que abordassem sobre o uso indiscriminado de anti-inflamatórios e das contribuições do profissional farmacêutico acerca dessa problemática. Os motivos para a exclusão dos artigos foi a ausência da análise e discussão de aspectos relacionados estritamente ao uso indiscriminado de anti-inflamatórios e as contribuições do profissional farmacêutico. Inicialmente, foi feito a leitura dos resumos dos artigos e, após o cumprimento das etapas de seleção dos artigos, foi realizado a leitura completa dos mesmos. Para compor este estudo foram selecionados 7 artigos publicados no período de 2019 a 2024. A análise dos estudos se deu entre os meses de junho, julho, agosto e setembro de 2024. Estudos demostram que o AINE mais vendido foi o diclofenaco potássico 50mg que tem como indicação o tratamento da dor inflamatória de origem reumática. A incidência global de efeitos adversos associados ao uso deste medicamento está estimada em cerca de 12%, sendo os mais frequentes aqueles no trato gastrintestinal, seguidos de efeitos relacionados ao SNC e alergias ou reações locais. As reações mais frequentes durante o uso de diclofenaco que atingem de 20 a 50% dos pacientes são náuseas; diarreias; dores epigástricas; menos frequentemente, úlcera péptica e sangramento gastrintestinal. Este estudo demonstra que os AINEs podem causar uma variedade de efeitos adversos, os quais podem resultar em situações sérias. Assim, o papel do farmacêutico é essencial, pois ele é um profissional que mantém contato direto com o paciente, observando e orientando sobre os riscos da automedicação.

 

 

 

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Publicado

2024-12-18

Como Citar

SOARES, P. D. L. (2024). USO INDISCRIMINADO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS E AS CONTRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA. Repositório Institucional Do Unifip, 9(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/5991

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