AUTOSSABOTAGEM NA MEDICINA: A ESPIRITUALIDADE COMO FATOR PROTETOR NA SÍNDROME DO IMPOSTOR
Palavras-chave:
Autoimagem, Dimensão Espiritual, Estudantes de Medicina, Crenças ReligiosasResumo
Introdução: A Síndrome do Impostor (SI) é caracterizada por sentimentos de não merecimento do sucesso pelos indivíduos, relacionados à sensação de falsidade intelectual. Nesse contexto, o cenário universitário é um espaço propício para desenvolvê-la. Entre os recursos possíveis, a espiritualidade tem se destacado para a garantia da saúde. Objetivo: Avaliar a relação entre espiritualidade e a síndrome do impostor em estudantes de medicina, buscando identificar padrões e fatores moduladores. Metodologia: Trata-se de um estudo de campo, com abordagem quantitativa, realizado no Centro Universitário de Patos, com 172 estudantes do curso de medicina. A coleta de dados foi conduzida por meio de três instrumentos, em formato digital. Após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, foi divulgado o formulário digital contendo o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e os questionários. Resultados: Percebeu-se que a maioria da amostra, 71,5% (123), era do sexo feminino, com faixa etária predominante entre 18 e 23 anos, 45,3% (78). A amostra apresentou experiência significativa da SI (64,26 ± 15,32). Já a média de pontuação na Escala ARES foi de 43,24 ± 8,56, indicando índices moderados de espiritualidade. Esses achados sugerem uma tendência de que níveis mais baixos de espiritualidade estejam associados a uma maior experiência da SI. Conclusão: A Síndrome do Impostor impacta estudantes de medicina e, ainda que de forma exploratória, a espiritualidade pode atuar como um recurso protetor, sugerindo a importância de integrar apoio psicológico e desenvolvimento de recursos internos na formação acadêmica.
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