Avaliação da Ansiedade e Dor em Mulheres com Diagnóstico de Síndrome da Fibromialgia
Palavras-chave:
Dor Crônica, Ansiedade, Fibromialgia, MulheresResumo
A fibromialgia é uma síndrome dolorosa caracterizada por dor crônica generalizada e múltiplos sintomas associados, que comprometem significativamente a qualidade de vida e a capacidade funcional dos pacientes. Entre as manifestações mais frequentes destacam-se fadiga, redução da força física, distúrbios do sono, parestesias, edemas e alterações psicológicas como ansiedade e depressão. A dor é uma experiência subjetiva que varia em intensidade e impacto entre os indivíduos, enquanto a ansiedade se configura como um estado de apreensão frente ao desconhecido, podendo intensificar a percepção dolorosa. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar os níveis de ansiedade e o quadro álgico em mulheres com diagnóstico de fibromialgia. Trata-se de um levantamento de dados com abordagem qualiquantitativa, de caráter exploratório e delineamento transversal, realizado em um Centro Especializado em Reabilitação na cidade de Patos, Paraíba. A amostra foi composta pelas primeiras quinze voluntárias com diagnóstico confirmado da síndrome, que após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, responderam a entrevistas presenciais com aplicação de questionários específicos. Os dados foram tabulados e analisados de forma descritiva e inferencial utilizando o software Microsoft Excel. Os resultados têm, com predominância das faixas etárias, sendo para ambas, 47 % entre 41 e 50 anos e acima de 51 anos, 47 % eram casadas, 53 % com tempo de diagnóstico entre um e três anos e 100 % faz uso contínuo de medicamentos. Observou-se que 67% das entrevistadas relataram dor diária, sendo classificada como intensa 87%, além de reconhecerem que a ansiedade limitava suas atividades de vida diária. De acordo com o Inventário de Ansiedade de Beck, foram identificados sintomas ansiosos de intensidade moderada 20,6, tais como dormência, sensação de calor, tremores, nervosismo, medo de perder o controle, palpitações e sensação de sufocamento, confirmando a sobreposição de manifestações físicas e emocionais. A análise pela escala de McGill evidenciou média no descritor/índice com destaque para dor sensorial 8,21/20,9 e afetivo 4,4/10,3, reforçando o caráter multidimensional da síndrome. Pela Escala Visual Analógica, predominou a dor intensa 66%, seguida pela dor moderada 33%, sem registros de dor leve. O Índice de Dor Generalizada apontou fadiga em todos os participantes, dificuldades cognitivas e sono não reparador em grande parte da amostra, além da presença de sintomas como cefaleia, depressão e dores musculares recorrentes. A avaliação dos pontos dolorosos destacou maior comprometimento em regiões como ombros, coluna torácica, coluna lombar, quadril, antebraços e panturrilhas, confirmando a natureza difusa da dor. Conclui-se que a fibromialgia impacta de forma relevante tanto o aspecto físico quanto o emocional das mulheres avaliadas, sendo a dor intensa e a ansiedade os principais fatores limitantes para a realização das atividades de vida diária. Os achados reforçam a importância de abordagens fisioterapêuticas integradas, associadas a estratégias multidisciplinares que contemplem o manejo da dor, a redução da ansiedade e a melhora da funcionalidade, visando promover qualidade de vida a essa população.
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