Automedicação: riscos de intoxicação medicamentosa relacionada ao uso indiscriminado de psicotrópicos
Palavras-chave:
Automedicação, Psicotrópicos, Saúde PúblicaResumo
RESUMO:
Introdução: A automedicação com medicamentos psicotrópicos tem se tornado um
problema crescente de saúde pública, especialmente diante da facilidade de acesso, ainda que
esses fármacos exijam prescrição controlada. O uso indiscriminado dessas substâncias pode
resultar em reações adversas, interações medicamentosas, dependência química e intoxicação,
podendo levar a complicações graves e, em casos extremos, ao óbito. Durante a pandemia de
COVID-19, houve aumento significativo na procura e no consumo de psicotrópicos,
potencializando os riscos associados ao uso sem orientação profissional. Objetivos:
Analisar, por meio de revisão bibliográfica, os riscos de intoxicação medicamentosa
decorrentes do uso indiscriminado de psicotrópicos, identificar os principais efeitos adversos
relatados nos estudos e destacar a importância do cuidado farmacêutico na promoção do uso
racional desses medicamentos. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica de
caráter descritivo e qualitativo. A busca dos artigos foi realizada nas bases SciELO, LILACS
e PubMed, utilizando os descritores do DeCS: Automedicação, Assistência Farmacêutica e
Psicotrópicos. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2024, disponíveis na íntegra,
nos idiomas português e inglês. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram
selecionados dez artigos, organizados em quadro-síntese contendo autor, ano, título, objetivo,
metodologia e principais resultados. Resultados e Discussão: A análise da literatura
demonstrou que o uso indiscriminado de psicotrópicos está diretamente associado ao aumento
das intoxicações medicamentosas, especialmente envolvendo benzodiazepínicos e
antidepressivos. Os estudos evidenciaram fatores como facilidade de acesso, automedicação
motivada por sofrimento emocional e falhas na fiscalização sanitária. Também foram
identificados riscos como dependência química, reações adversas, interações medicamentosas
e episódios de intoxicação com necessidade de atendimento emergencial. Os autores
convergem quanto à necessidade de maior acompanhamento clínico, educação em saúde e
atuação mais efetiva da assistência farmacêutica, apontando o farmacêutico como agente
essencial para a prevenção de danos e para a promoção do uso racional desses medicamentos.
Conclusão: A automedicação com psicotrópicos representa um grave problema de saúde
pública devido aos riscos associados ao uso inadequado e sem orientação profissional. Os
achados reforçam a urgência do fortalecimento das políticas de uso racional de medicamentos,
da intensificação das ações educativas e da ampliação do acompanhamento farmacêutico. A
redução dos casos de intoxicação medicamentosa depende de um esforço conjunto entre
Estado, profissionais de saúde e sociedade, visando ao uso seguro, responsável e consciente
dos psicotrópicos.
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