Automedicação: riscos de intoxicação medicamentosa relacionada ao uso indiscriminado de psicotrópicos

Autores

  • EMILLY KAROLYNNE DE FREITAS GOMES unifip

Palavras-chave:

Automedicação, Psicotrópicos, Saúde Pública

Resumo

RESUMO:

Introdução: A automedicação com medicamentos psicotrópicos tem se tornado um

problema crescente de saúde pública, especialmente diante da facilidade de acesso, ainda que

esses fármacos exijam prescrição controlada. O uso indiscriminado dessas substâncias pode

resultar em reações adversas, interações medicamentosas, dependência química e intoxicação,

podendo levar a complicações graves e, em casos extremos, ao óbito. Durante a pandemia de

COVID-19, houve aumento significativo na procura e no consumo de psicotrópicos,

potencializando os riscos associados ao uso sem orientação profissional. Objetivos:

Analisar, por meio de revisão bibliográfica, os riscos de intoxicação medicamentosa

decorrentes do uso indiscriminado de psicotrópicos, identificar os principais efeitos adversos

relatados nos estudos e destacar a importância do cuidado farmacêutico na promoção do uso

racional desses medicamentos. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica de

caráter descritivo e qualitativo. A busca dos artigos foi realizada nas bases SciELO, LILACS

e PubMed, utilizando os descritores do DeCS: Automedicação, Assistência Farmacêutica e

Psicotrópicos. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2024, disponíveis na íntegra,

nos idiomas português e inglês. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram

selecionados dez artigos, organizados em quadro-síntese contendo autor, ano, título, objetivo,

metodologia e principais resultados. Resultados e Discussão: A análise da literatura

demonstrou que o uso indiscriminado de psicotrópicos está diretamente associado ao aumento

das intoxicações medicamentosas, especialmente envolvendo benzodiazepínicos e

antidepressivos. Os estudos evidenciaram fatores como facilidade de acesso, automedicação

motivada por sofrimento emocional e falhas na fiscalização sanitária. Também foram

identificados riscos como dependência química, reações adversas, interações medicamentosas

e episódios de intoxicação com necessidade de atendimento emergencial. Os autores

convergem quanto à necessidade de maior acompanhamento clínico, educação em saúde e

atuação mais efetiva da assistência farmacêutica, apontando o farmacêutico como agente

essencial para a prevenção de danos e para a promoção do uso racional desses medicamentos.

Conclusão: A automedicação com psicotrópicos representa um grave problema de saúde

pública devido aos riscos associados ao uso inadequado e sem orientação profissional. Os

achados reforçam a urgência do fortalecimento das políticas de uso racional de medicamentos,

da intensificação das ações educativas e da ampliação do acompanhamento farmacêutico. A

redução dos casos de intoxicação medicamentosa depende de um esforço conjunto entre

Estado, profissionais de saúde e sociedade, visando ao uso seguro, responsável e consciente

dos psicotrópicos.

 

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

GOMES, E. K. D. F. (2026). Automedicação: riscos de intoxicação medicamentosa relacionada ao uso indiscriminado de psicotrópicos. Repositório Institucional Do Unifip, 10(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/7515

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