A IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO NO EQUILÍBRIO DA PSIQUE: USO RACIONAL DE PSICOFÁRMACOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Palavras-chave:
farmaceutico, saúde mental, psicofármacosResumo
Introdução: Os transtornos mentais representam um dos maiores desafios contemporâneos da saúde pública, afetando milhões de pessoas em todo o mundo e comprometendo a qualidade de vida, a produtividade e o bem-estar emocional. Estimativas internacionais indicam que mais de 450 milhões de indivíduos convivem com algum tipo de transtorno mental, enquanto no Brasil, aproximadamente cerca de 20% da população apresenta quadros graves, realidade agravada pelo estigma e pela insuficiência de políticas públicas que afetam principalmente grupos socialmente vulneráveis. Nesse cenário, a Atenção Primária à Saúde (APS) emerge como porta de entrada fundamental para o cuidado integral, especialmente após os avanços da Reforma Psiquiátrica, que incentivou práticas humanizadas, a desinstitucionalização e a ampliação da rede psicossocial. Objetivos: Analisar de que maneira o farmacêutico contribui para o equilíbrio da psique, compreender seu papel na prevenção de agravos relacionados ao uso inadequado de psicofármacos, identificar sua participação na adesão terapêutica e avaliar sua influência na humanização do cuidado dentro da APS. Metodologia: Baseia-se em uma revisão integrativa da literatura, realizada entre agosto e novembro de 2025, utilizando bases como SciELO, LILACS e PubMed. Foram selecionados estudos publicados entre 2009 e 2025, revisados por pares e relacionados diretamente à atuação farmacêutica, psicofármacos e saúde mental na atenção primária. Dos 50 artigos inicialmente encontrados, 25 atenderam aos critérios de inclusão inicialmente, sendo 10 lidos integralmente e analisados criticamente neste estudo. Resultados: Observou-se consenso entre os autores revisados: o farmacêutico desempenha função essencial na promoção da saúde mental, atuando na prevenção de interações medicamentosas, no acompanhamento terapêutico, na orientação adequada sobre riscos e benefícios dos psicofármacos e na construção de vínculo com o paciente. Sua inserção nas equipes contribui para aprimorar a comunicação entre os profissionais, reduzir hospitalizações evitáveis e favorecer a identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico. Conclusão: Em suma, atribuem que o farmacêutico é peça-chave na articulação entre ciência, cuidado e humanização dentro da APS. Ao unir conhecimento técnico, sensibilidade e atenção clínica, ele contribui para práticas seguras, acolhedoras e centradas no indivíduo, fortalecendo a rede de atenção psicossocial e promovendo o equilíbrio emocional da população. Sua atuação mostrase indispensável para o avanço das políticas de saúde mental e para a construção de uma atenção primária mais efetiva, empática e integral.
Palavras-chaves: Farmacêutico. Saúde Mental. Atenção Primária. Psicofármacos. Uso Racional de Medicamentos
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