ANÁLISE DAS PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS NÃO FARMACOLÓGICAS ADOTADAS POR MULHERES COM QUEIXAS DE CORRIMENTO VAGINAL EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE
Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Fitoterapia, Autocuidado, Secreção VaginalResumo
Introdução: A saúde da mulher na Atenção Primária exige ações contínuas, integradas e sensíveis aos fatores biológicos, sociais e culturais que influenciam o processo saúde-doença. O corrimento vaginal anormal, uma das queixas ginecológicas mais comuns, demanda avaliação adequada, enquanto muitas mulheres recorrem a práticas tradicionais como forma complementar de autocuidado. Objetivo: Analisar as estratégias não farmacológicas utilizadas por mulheres com queixas de corrimento vaginal anormal, considerando fatores socioculturais, percepções de eficácia e orientações recebidas na APS. Metodologia: Estudo qualitativo e exploratório, realizado com 20 mulheres atendidas em uma Unidade Básica de Saúde no Sertão paraibano. Os dados foram obtidos por entrevistas semiestruturadas e analisados por meio da técnica de análise de conteúdo temática. Resultados e Discussão: O corrimento anormal mostrou-se recorrente e variado em cor, odor e consistência. A maioria das participantes adotou práticas naturais, como banhos de assento e uso de plantas medicinais, motivadas por tradição familiar, baixo custo e fácil acesso. As mulheres relataram melhora dos sintomas, reforçando autonomia e vínculo com saberes populares. A vergonha dificultou a procura por atendimento profissional, e a orientação multiprofissional revelou-se limitada, centrada em médicos e enfermeiros. Conclusão: As práticas não farmacológicas refletem valores culturais e atuam como forma relevante de autocuidado feminino. Contudo, a carência de orientação técnica destaca a necessidade de integrar saber popular e conhecimento científico, assegurando cuidado seguro, humanizado e culturalmente sensível.
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