Uso prolongado e inadequado de estatinas no tratamento das dislipidemias em pacientes idosos de Malta- Paraíba
Palavras-chave:
Farmacoterapia; Geriatria; LipídeosResumo
O presente estudo tem por objetivo avaliar o uso indiscriminado de estatinas pela população idosa no cenário das dislipidemias. Os dados foram analisados a partir de um estudo observacional, retrospectivo, conduzido a partir da análise de prontuário eletrônico de pacientes a partir de 60 anos em uso de estatinas. Nos resultados obtidos verificou-se que 292 usuários tinham idade superior ou igual a 60 anos, correspondendo a 14,7% de toda a população, em que 77 idosos faziam uso de estatinas, que corresponde apenas a 26,3% da amostra, com predomínio do gênero feminino, evidenciando 55,8%. Em relação ao tempo de uso das estatinas, observou-se uma grande concentração em um período superior a 6 meses, representando 70,1%. Notou-se também que, notou-se que 80,5% (62 pacientes) da amostra não realizavam exames e não faziam acompanhamento médico regular. Assim torna-se evidente que pesquisas realizadas apenas por prontuários eletrônicos, leva a uma margem maior de erros, tendo em vista que, muitas vezes o prontuário não é preenchido de forma adequada. Porém, o estudo traz implicações significativas através da análise das variáveis em questão, demonstrando a importância de ações multidisciplinares, orientações específicas e atividades informativas e educativas para a colaboração no tratamento das dislipidemias
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