Fisiopatologia e manejo adequado da tireotoxicose induzida por amiodarona

Autores

  • Larissa Thaís de Melo Filizola UNIFSM
  • Leonardo Renan de Melo Filizola Enfermeiro graduado na Universidade Regional do Cariri
  • Victoria Gabriele Vieira Machado
  • Ana Lice Mendes Costa
  • Francisca Larissa Silva de Sousa
  • Romeryto Coelho Pinto de Almeida
  • Anna Emíllia de Oliveira Maciel Freitas
  • Maria Juliana Araujo Oliveira Brasileiro
  • Gabriel Ramos Formiga Rolim
  • Giovanna Maria Virgulino Nunes

Palavras-chave:

Amiodarona, Manejo, Tireotoxicose

Resumo

A amiodarona é um medicamento da classe dos antiarrítmicos, com meia-vida longa, de 100 dias, além de grande volume de distribuição em diversos órgãos, o que potencializa a toxicidade e a abstinência ao fármaco. Uma dose de manutenção de 200 mg/dia de amiodarona fornece 7,5 mg de iodeto orgânico por dia. No entanto, a ingestão recomendada de iodo é de cerca de 0,2mg ao dia. Isso favorece a ocorrência de tireotoxicose, uma vez que o iodo é responsável pela síntese de hormônios tireoidianos. O manejo eficaz e imediato dessa condição é crucial para diminuir a taxa de mortalidade e evitar a evolução para uma tempestade tireoidiana. O objetivo deste trabalho foi entender o manejo adequado da tireotoxicose induzida por amiodarona. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada no mês de janeiro de 2024, com busca nas bases de dados da Scielo, Lilacs, MedLine e PubMed, utilizando como descritores em ciências da saúde: “Amiodarone”, “Management” e “Thyrotoxicosis”, cruzados pelo operador booleano AND. Ao total foram encontrados 619 estudos e, após os critérios de inclusão (artigos publicados no período de 2019 a 2024, na língua portuguesa e inglesa) e leitura completa,  foram selecionados 10 estudos para a elaboração da presente revisão. A amiodarona se difunde em diversos sistemas orgânicos, causando toxicidade e limitando seu uso. A tireotoxicose induzida por amiodarona (AIT) pode ser classificada em dois tipos. A AIT do tipo 1 decorre no contexto de uma doença tireoidiana subjacente, muitas vezes não diagnosticada, como bócio nodular ou doença de Graves. A AIT do tipo 2 é caracterizada pela toxicidade da amiodarona à tireoide, sem patologia subjacente na glândula e também é conhecida como tireoidite destrutiva, devido aos efeitos tóxicos da amiodarona nos folículos tireoidianos, liberando os hormônios que lá estão armazenados. O tratamento da AIT inclui suporte hemodinâmico, ventilatório, corticoides, tioamidas e, em alguns casos, tireoidectomia total. É importante, ainda, salientar sobre a discussão entre a continuação ou a interrupção da amiodarona após a resolução da AIT. Dessa forma, sabe-se que é de fundamental importância saber identificar os tipos de AIT, a fim de propiciar ao paciente uma abordagem eficaz e imediata. Com isso, pode-se reduzir taxas de mortalidade, tempestade tireoidiana e sequelas a longo prazo. Ademais, é necessário individualizar cada conduta também no que diz respeito à continuação da amiodarona, considerando as comorbidades, gravidade das arritmias e chances de necessidade de um novo uso da droga futuramente. 

Referências

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Publicado

2024-05-23

Como Citar

Filizola, L. T. de M., de Melo Filizola, L. R., Vieira Machado, V. G., Mendes Costa, A. L., Silva de Sousa, F. L., Coelho Pinto de Almeida, R., … Virgulino Nunes, G. M. (2024). Fisiopatologia e manejo adequado da tireotoxicose induzida por amiodarona. Revista Coopex., 15(02), 5234–5344. Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/coopex/article/view/708

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