NEURODIVERSIDADE E INCLUSÃO NO AMBIENTE ACADÊMICO/ESCOLAR: EM DEFESA DE UMA LINGUAGEM/LINGUÍSTICA INCLUSIVA.
DOI:
https://doi.org/10.61223/coopex.v17i01.8132Palavras-chave:
Neurodiversidade; Inclusão escolar; Linguagem inclusiva; Políticas educacionais; Educação inclusiva.Resumo
A presente pesquisa discute a neurodiversidade e a inclusão no ambiente acadêmico/escolar, com foco na defesa de uma linguagem/linguística inclusiva no sistema educacional brasileiro. Parte-se da compreensão de que diferenças neurocognitivas, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e a dislexia, constituem manifestações legítimas da diversidade humana, exigindo práticas pedagógicas e discursivas comprometidas com a equidade e o respeito às singularidades. O estudo objetiva examinar, por meio de revisão bibliográfica e documental, a importância das políticas educacionais inclusivas e da linguagem inclusiva para a promoção da participação e aprendizagem de sujeitos neurodiversos. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, fundamentada na análise de legislações e documentos oficiais brasileiros, como a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), o Plano Nacional de Educação (2014) e a Lei Brasileira de Inclusão (2015), além de produções acadêmicas recentes sobre inclusão e neurodiversidade. A discussão teórica apoia-se nos estudos de Mantoan, Sassaki, Singer e Ortega, que compreendem a inclusão como princípio ético, político e social. Os resultados apontam que, apesar dos avanços normativos, ainda persistem desafios relacionados à efetivação de práticas pedagógicas inclusivas, formação docente e acessibilidade linguística no ambiente escolar.
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