SOBRECARGA FAMILIAR DE PACIENTES COM TRANSTORNO OBSESSIVOCOMPULSIVO
Palavras-chave:
Transtorno obsessivo-compulsivo, Sobrecarga familiarResumo
Objetivo: abordar a sobrecarga familiar vivenciada pelos familiares de pacientes com transtorno-obsessivocompulsivo. Método: trata-se de uma revisão integrativa da literatura utilizando-se da seguinte questão norteadora: “Quais os principais fatores relacionados com a sobrecarga familiar nos parentes de pacientes com diagnóstico de transtorno-obsessivo-compulsivo?”. Utilizou-se os descritores em ciências da saúde (DECs) “Transtorno obsessivo-compulsivo” AND “Sobrecarga Familiar” no mecanismo de busca do google acadêmico e na base de dados Medical Publisher (PubMed). A amostra final é formada por 10 estudos. Resultados: quanto mais cedo identificado o diagnóstico e conduzido o tratamento para os sintomas do TOC, maiores as chances de evitar sobrecarga nos familiares, a acomodação familiar e de obtenção de um controle adequado dos sintomas, os familiares com os níveis mais elevados de sobrecarga são aqueles mais próximos dos pacientes e que vivem em condições de vulnerabilidade social, associação direta entre sobrecarga familiar e relação entre a acomodação familiar na piora da condição do indivíduo com TOC, bem como o desenvolvimento de transtornos psicológicos nos cuidadores. Considerações finais: é possível afirmar que o cuidado prestado pelos familiares e o seu envolvimento no tratamento do indivíduo com transtorno precisa ser orientado e supervisionado pelos profissionais do serviço de saúde mental no intuito de promover a saúde do paciente e preservar a saúde do familiar minimizando os riscos de sobrecarga no convívio da família. Familiares de pacientes com TOC podem sofrer com sintomas ansiosos, depressivos e por meio da acomodação familiar, contribuir para a prevalência dos sintomas ou aumento de sua gravidade. As melhores estratégias para prevenção e melhor controle dos sintomas é a terapia cognitivocomportamental utilizando também da exposição e prevenção de respostas, associado com a farmacoterapia com inibidores seletivos da recaptação de serotonina.
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