Qualidade de vida e sofrimento psíquico em mulheres com Lúpus Eritematoso Sistêmico
Palavras-chave:
Lúpus eritematoso sistêmico, Qualidade de vida, Sofrimento psíquicoResumo
O seguinte estudo objetiva analisar os impactos do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) sobre a qualidade de vida de mulheres e suas implicações sobre os aspectos psíquicos do grupo. Consiste em uma revisão integrativa de publicações indexadas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a qual compila as plataformas do Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Pré-selecionam-se estudos datados entre os anos de 2011 a 2019, a partir dos Descritores Controlados em Ciências da Saúde (DeCS) “lúpus eritematosos sistêmicos” e “qualidade de vida”, identificando-se 17 artigos para análise. Destes, 12 constituíram a amostragem. Constatou-se que o LES, uma patologia de acometimento multissistêmico, afeta determinantemente a saúde psíquica e a qualidade de vida das mulheres portadoras, de modo que as manifestações neuropsíquicas como fadiga, estresse, depressão e cefaleias intensas são as que mais acarretam sentimentos de incapacidade com relação ao trabalho ou as atividades cotidianas do lar. O quadro é agravado pelas manifestações físicas, tais como as cutâneas, articulares, musculares, entre outras, que interferem direta e indiretamente na autoestima das pacientes. Portanto é imprescindível a abordagem multidisciplinar das pacientes, agregando um bom acompanhamento médico, intervenções farmacológicas adequadas e psicoterapia, para modificar a percepção dessas mulheres com relação à sua enfermidade, ajudando em seu enfrentamento, reduzindo o sofrimento psíquico e melhorando a qualidade de vida.
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