A INFLUÊNCIA DA DISMENORREIA PRIMÁRIA NA VIDA DE UNIVERSITÁRIAS DO SERTÃO PARAIBANO

Autores

  • JÉSSICA MILENNA GUILHERME SUZANA Unifip Patos - PB

Palavras-chave:

Dismenorreia primária, Dor menstrual, Acadêmicas, Fisioterapia

Resumo

A dismenorreia, conhecida como cólica menstrual, é uma queixa comum entre mulheres de todas as idades e representa um problema de saúde pública devido à intensidade dos sintomas, podendo resultar em absenteísmo escolar ou profissional. Caracteriza-se por dor no baixo ventre, podendo irradiar para a região lombossacra e pernas, e ocorre durante o período menstrual. Pode ser classificada como primária, quando não há uma causa específica, e secundária, quando associada a alguma patologia. A Fisioterapia oferece diversos recursos, como eletroestimulação nervosa cutânea (TENS), crioterapia, massoterapia e cinesioterapia, que ajudam a reduzir a dor e prevenir seu surgimento. Objetivos: Este estudo visa analisar a influência da dismenorreia primária na qualidade de vida de universitárias do sertão paraibano, identificando sintomas predominantes, prevalência, índice de absenteísmo escolar e conhecimento sobre a fisioterapia como tratamento. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa de campo exploratória e descritiva com abordagem quantitativa, utilizando um questionário semiestruturado aplicado a universitárias do curso de Fisioterapia do UNIFIP. Os dados foram analisados, tabulados e graficados com o Microsoft Excel. O estudo seguiu a Resolução n° 510/16 do Conselho Nacional de Saúde sobre ética em pesquisa com seres humanos. Resultados: Os achados demonstraram uma prevalência de 72,8% de DP nas participantes, com faixa etária de 19 a 23 anos (62,5%); 100% afirmaram não ser tabagistas, 50% praticavam atividade física, 60% são ativas sexualmente e 82,5% não tem filhos. Além disso, 67,5% faziam uso regular de anticoncepcional e 62,5% tinham fluxo moderado. Quanto ao nível de dor, 62,5% relataram ser moderada e 47,5% afirmaram durar menos de 24h. Já em relação a influência da DP na vida de universitárias, 51,3% relataram ter a qualidade de vida parcialmente afetadas pelos sintomas menstruais, sendo as AVD’S afetadas durante os primeiros dias da menstruação 53,8% afirmaram que raramente precisam se ausentar de aulas devido a dismenorreia. Quanto aos sintomas adversos relacionados a DP, os mais relatados foram a lombalgia (23,42%), cefaleia (22,52%) e diarreia (17,12%) e dor nos membros inferiores (17,12%). No que diz respeito ao conhecimento sobre o tratamento fisioterapêutico para DP, 70% afirmaram possuir conhecimento sobre essa modalidade de tratamento. Conclusão: A dismenorreia primária teve uma influência negativa na vida das universitárias em relação a redução da qualidade de vida, porém não suficiente para interferir no absenteísmo acadêmico. Além da dismenorreia, a lombalgia, cefaleia e dor nos membros inferiores foram sintomas frequentes relatados pela amostra. Foi observado um bom conhecimento sobre tratamentos fisioterapêuticos pelas participantes da pesquisa. Contudo, recomenda-se a realização de estudos adicionais com amostras maiores e investigação de outras questões para complementar esses achados.

 

 

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Publicado

2024-08-01

Como Citar

SUZANA, J. M. G. (2024). A INFLUÊNCIA DA DISMENORREIA PRIMÁRIA NA VIDA DE UNIVERSITÁRIAS DO SERTÃO PARAIBANO. Repositório Institucional Do Unifip, 9(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/1890

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