ELETROESTIMULAÇÃO TRANSCUTÂNEA E CRIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA DISMENORREIA PRIMÁRIA – UM ESTUDO COMPARATIVO

Autores

  • ANA HELENA VALE DE ARAÚJO Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Dismenorreia, Dor menstrual, Eletroestimulação transcutânea, Crioterapia

Resumo

A dismenorreia primária caracteriza-se pela dor abdominal espasmódica associada ao período menstrual na ausência de anormalidade estrutural ou doença pélvica ginecológica. Na sua forma mais grave, a dismenorreia primária é responsável pela maior parte das ausências escolares ou atividades laborais de mulheres. Dentre as diversas abordagens não farmacológicas para o tratamento da dismenorreia primária descrita na literatura estão a eletroestimulação transcutânea (TENS) e o gelo. A TENS é uma modalidade de corrente elétrica que consiste na aplicação de eletrodos percutâneos com o objetivo de excitar as fibras nervosas, promovendo uma eletroanalgesia. Já a terapia através do gelo ou crioterapia é um tratamento no qual se utiliza algum elemento frio em contato com a pele, com temperatura variando entre 0°C e 18,3°C, visando alcançar uma redução da inflamação, da dor e do espasmo muscular. Diante dos efeitos dessas duas abordagens terapêuticas no tratamento dos sintomas álgicos da dismenorreia primária descritos na literatura, essa pesquisa teve por objetivo comparar os efeitos da TENS e da crioterapia no tratamento dos sintomas dolorosos da dismenorreia primária. Trata-se de um estudo do tipo intervenção de corte transversal randomizado de abordagem quantitativa do tipo exploratória. A amostra foi constituída por 20 alunas das Faculdades Integradas de Patos (FIP) divididas aleatoriamente em dois grupos de intervenção: o Grupo TENS (GT), as quais foram submetidas à eletroestimulação transcutânea, posicionadas em decúbito ventral e os eletrodos fixados na região lombar. Os parâmetros foram ajustados para obter uma modalidade de TENS convencional. Já no Grupo Gelo (GG) as voluntárias foram submetidas à crioterapia, por meio da aplicação de bolsas de gelo na mesma região do TENS, com duração de 20 minutos, estando às voluntárias posicionadas em decúbito ventral sobre uma maca e acomodadas confortavelmente. Quanto ao nível de dor avaliado anteriormente ao tratamento, através da Escala Visual Analógica (EVA), constatou-se no GG média de 5,6 ±1,83 e, após o tratamento uma média de 1,0 ±1,15. Enquanto no GT a média foi de 6,6 ±1,42 e, após a intervenção, de 0.60 ±1,07. Os resultados obtidos com a metodologia adotada neste estudo permitem concluir que as técnicas de eletroestimulação transcutânea e de crioterapia se mostraram eficazes para reduzir o quadro de dismenorreia primária das pacientes, sem diferenças significativas entre os métodos.

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Publicado

2024-08-08

Como Citar

ARAÚJO, A. H. V. D. (2024). ELETROESTIMULAÇÃO TRANSCUTÂNEA E CRIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA DISMENORREIA PRIMÁRIA – UM ESTUDO COMPARATIVO. Repositório Institucional Do Unifip, 4(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/2136

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