PERCEPÇÃO DOS CIRURGIÕES-DENTISTAS EM RELAÇÃO A RESPIRAÇÃO BUCAL
Palavras-chave:
Respiração bucal, Conhecimento, Percepção, DentistaResumo
A respiração bucal pode desenvolver diversos problemas não só na face e na oclusão, mas sim no paciente como um todo. Sabe-se que as causas são multifatoriais e o tratamento é multidisciplinar. Como o cirurgião-dentista pode ser um dos profissionais a diagnosticar um paciente respirador bucal, é de grande importância que o profissional tenha total domínio sobre o assunto para que ocorra o correto diagnóstico e posteriormente o tratamento adequado. Com objetivo de avaliar a percepção dos cirurgiões-dentistas em relação a respiração bucal na cidade de Patos/PB, Brasil, como também avaliar o seus protocolos de atendimento, foi realizado um estudo transversal, uma pesquisa de campo mediante a aplicação do questionário contendo 12 perguntas, onde participaram 89 profissionais inscritos no Conselho Regional de Odontologia de Patos/PB. Como resultados observou-se que a maioria dos profissionais era do sexo feminino (61,8%), 60,2% tinham até dez anos de formação, 63,4% eram especialistas, 55,1% trabalhavam apenas em clínica particular e 54,7% não eram docentes. Quanto aos métodos de diagnóstico, destacaram-se o uso da água (de 1 a 2 minutos) com 70,0% e a postura corporal com 68,2%, entre profissionais com até 10 anos de formados. Foi observado que cirurgiões-dentistas com menor tempo de formado avaliam as alterações craniofaciais e dentárias por meio da presença de má oclusão (p = 0.03), e a análise das alterações dos órgãos fonoarticulares foi observada por meio do vedamento labial inadequado (p = 0.03).O protocolo de atendimento conduzido por profissionais com até 10 anos de graduação e trabalhavam no serviço público relataram que o tratamento era feito pelo cirurgião-dentista, psicólogo e fonoaudiólogo, diferente dos que atuam no serviço privado que afirmara que o tratamento deveria ser realizado pelo dentista, fonoaudiólogo e otorrinolaringologista. A maioria dos participantes relataram ser muito importante o tratamento multidisciplinar da respiração bucal (59,5%). Concluiu-se que, os cirurgiões-dentistas têm conhecimento suficiente para diagnóstico do paciente respirador bucal, seus protocolos de atendimento estão de acordo com a literatura atual. Em relação ao tratamento, observou-se que a maioria relata o tratamento multidisciplinar, encaminhando o paciente para outras especialidades além da Odontologia.
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