BENEFÍCIO DO USO DE PROBIÓTICOS NA ESTEATOSE HEPÁTICA: ESTUDO DE CASO

Autores

  • NATÁLIA FERNANDES FURTADO Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Doença Hepática Gordurosa Não-Acoólica. Reeducação alimentar. Tratamento auxiliar.

Resumo

 A esteatose hepática é considerada a mais frequente doença, que acomete o fígado, da atualidade. Decorrente de hábitos de vida e alimentares inadequados, a esteatose está diretamente relacionada com a obesidade, síndrome metabólica e resistência à insulina. Essas doenças desencadeiam diversas alterações metabólicas, fazendo com que haja acúmulo de gordura no fígado, prejudicando sua funcionalidade normal. Alterações da microbiota intestinal podem estar relacionadas com o aumento da lesão hepática. O principal tratamento para a regressão da doença é a perda de peso e mudança no estilo de vida. Porém, o uso de probióticos pode modular a microbiota intestinal e ajudar na regressão da doença. O objetivo geral deste estudo foi analisar o benefício da modulação intestinal na esteatose hepática. Trata-se de um estudo de caso, com abordagem qualitativa. A amostra foi composta por um indivíduo que possui esteatose hepática grau III, escolhido pelo método não-probabilístico, por conveniência, residente na cidade de Patos-PB, e que se disponibilizou a participar voluntariamente da pesquisa. Para realizar a pesquisa, primeiramente, foram tomadas todas as medidas protetivas contra o COVID-19, depois foi aplicado o Questionário de Frequência Alimentar (QFA) para avaliar o consumo, e também a ficha de anamnese com informações pessoais e sobre o quadro clínico. Além disso, foram coletadas as medidas antropométricas, como o peso, altura e circunferência da cintura. Através da anamnese alimentar, pode-se observar uma alimentação desequilibrada, pobre em frutas e alimentos integrais, e rica em gordura saturadas e guloseimas. De acordo com a avaliação, a paciente encontrou-se em estado nutricional de obesidade grau III, com a medida de circunferência da cintura alterada. Após a anamnese, foi realizada a intervenção nutricional juntamente com a suplementação de probióticos, durante um mês, depois foram refeitas as medidas antropométricas, assim como também um exame de ultrassonografia para avaliar a regressão da doença. A paciente obteve uma perda de peso de aproximadamente 7% do peso inicial, porém não teve redução nas medidas de circunferência da cintura, assim como também não apresentou o resultado esperado nos exames. Porém deve ser levado em consideração que o tempo para a pesquisa foi bastante limitado e que, devido a pandemia do COVID-19, a paciente relatou não ter se comprometido totalmente com o tratamento. Se faz necessário novos estudos mais controlados para avaliar a eficácia da suplementação probiótica na esteatose hepática.

 

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Publicado

2024-08-23

Como Citar

FURTADO, N. F. (2024). BENEFÍCIO DO USO DE PROBIÓTICOS NA ESTEATOSE HEPÁTICA: ESTUDO DE CASO. Repositório Institucional Do Unifip, 5(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/2996

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