ESTUDO DA ESTABILIDADE FÍSICO-QUÍMICA DA HIDROCLOROTIAZIDA SOB DIFERENTES FORMAS DE ARMAZENAMENTO

Autores

  • LEANDRO ALVES DOS SANTOS Maria José Alves dos Santos

Palavras-chave:

Controle de qualidade, Estabilidade de medicamentos, Hidroclorotiazida, Diurético

Resumo

A Hipertensão é uma doença crônica, o tratamento dessa patologia costuma associar diuréticos com outros medicamentos, o controle de qualidade de produtos farmacêuticos é um conjunto de testes que visam garantir que os materiais e produtos fabricados tenham alta qualidade e atendam a padrões reconhecidos. A estabilidade é uma propriedade físico/química do medicamento relativa à capacidade de manter sua concentração em faixas desejáveis para sua ação biológica e farmacológica. A hidroclorotiazida (HCTZ) é um medicamento de ação diurética com efeito anti-hipertensivo da família dos tiazídicos. Para tanto, a presente pesquisa teve por finalidade avaliar a estabilidade físico/química de comprimidos genéricos de hidroclorotiazida disponíveis em farmácias comunitárias do município de Patos - PB, utilizando os parâmetros estabelecidos pela 6ª edição da farmacopeia brasileira. Trata-se de uma pesquisa aplicada ou tecnológica, de natureza experimental com abordagem quantitativa analítica e de procedimentos técnicos laboratoriais que foi realizada no laboratório de bioquímica 1 do Centro Universitário UNIFIP. O peso médio os comprimidos não fugiram do estabelecido na farmacopeia, tendo menor peso 0,0812 e maior peso 0,0884, com valores de aceitação dentro da faixa de ±7,5, sem ter unidades que passem do dobro permitido. A uniformidade de conteúdo todas as doses individuais mostraram valores dentro do limite de aceitação 93% e 102%. As análises das amostras distribuídas e armazenadas em três locais distintos: banheiro exposto a umidade (AU), cozinha exposta a luminosidade (AL) e a amostra escuro (AE) preservada desses fatores de degradação, foram lidas durante 12 meses em cinco ensaios obtendo resultados em percentagem o seu teor Escuro: T0: 100,36%; T3: 99,37%; T6: 99,04%; T9: 98,37% e T12: 97,38%, seguindo aos expostos a Umidade teve seus valores em T0: 100,36%; T3: 99,70%; T6: 97,38%; T9: 95,06% e T12: 94,39. Os comprimidos armazenados sobre exposição a Luminosidade T0: 100,03%; T3: 99,37%; T6: 96,38%; T9: 94,06% e T12: 92,40%. Com base nos dados foi possível observar que todos apresentaram degradação, porém as amostras expostas a umidade (5,97%) e luminosidade (7,63%), apresentaram maior índice de degradação comparada a amostra que estava preservada desses fatores de degradação escuro (2,98%). Logo o armazenamento interfere consideravelmente na estabilidade do medicamento, e a exposição a fatores degradantes leva a prejuízo na farmacoterapia, implicando afirmar que a dispensação orientando o armazenamento adequado é de suma importância.

Downloads

Publicado

2025-09-16

Como Citar

SANTOS, L. A. D. (2025). ESTUDO DA ESTABILIDADE FÍSICO-QUÍMICA DA HIDROCLOROTIAZIDA SOB DIFERENTES FORMAS DE ARMAZENAMENTO. Repositório Institucional Do Unifip, 10(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/6514

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.