PRODUTOS NATURAIS COMO FONTES DE BIOMOLÉCULAS ANTIDIABÉTICAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Palavras-chave:
Diabetes, produtos naturais, biomoléculas.Resumo
Atualmente, mais de 400 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo todo, doença ou grupo de doenças metabólicas de cunho crônico desencadeado pelo constante alto nível de glicose no sangue, causando danos vasculares que afetam órgãos e sistemas vitais, desencadeando sérias complicações. Existem dois tipos principais da doença, uma causada por danos autoimunes que geram destruição das células betas pancreáticas secretoras de insulina (tipo 1), e outra causada por resistência a essa insulina pelos tecidos periféricos impedindo a entrada da glicose nas células (tipo 2). O tratamento medicamentoso é o mais comum, em grande parte feito com o uso de hipoglicemiantes e insulina exógena naqueles pacientes onde essa terapia se faz necessária, havendo riscos do desenvolvimento de sintomas e complicações adversas. Os produtos naturais são utilizados há milhares de anos para o tratamento de diversas doenças e muito deles já tem comprovadamente atividade contra a diabetes, além disso, as plantas são de acesso fácil. Estima-se que 80% da população mundial dependa do uso dos produtos naturais para manter a saúde e essa eficácia tem sido atribuída a inúmeras biomoléculas presentes nelas, como: flavonoides, taninos e terpenoides. O Brasil é o país com maior diversidade vegetal do mundo, e um dos seus principais biomas é a Caatinga que possui uma grande quantidade de espécies de plantas endêmicas. Desse modo, pretendeu-se elaborar uma revisão de literatura que correlacionou os produtos naturais mais utilizados para o combate da diabetes pela população da região Nordeste e as principais biomoléculas com efeito antidiabético conhecidas. Anacardium occidentale L. possui taninos e flavonoides em sua composição e se mostrou um potente hipoglicemiante e antioxidante; também Cecropia hololeuca Miq. foi capaz de mostrar atividade antioxidante e entre as biomoléculas encontradas em sua composição estavam flavonoides, taninos e terpenoides. Assim sendo, as plantas selecionadas com base no conhecimento empírico são de fato em sua grande maioria fontes ricas de biomoléculas potencialmente antidiabéticas, e estudos mais aprofundados acerca da relação delas com a patologia diabética devem ser feitos para viabilizar novas possibilidades farmacológicas.
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