AVALIAÇÃO FUNCIONAL DO PAVIMENTO FLEXÍVEL: ESTUDO DE CASO EM AVENIDAS DO MUNICÍPIO DE PATOS-PB
Palavras-chave:
condições dos pavimentos, mitigação de defeitos, pavimentação, asfalto.Resumo
A avaliação funcional do pavimento é um processo sistemático e abrangente que busca analisar e quantificar o desempenho do pavimento em relação aos aspectos funcionais, visando garantir a segurança, conforto e eficiência da rodovia. O presente estudo teve como por objetivo de realizar uma avaliação funcional comparativa, em dois períodos do ano (fevereiro e agosto), entre as ruas Dr. Enaldo Torres Fernandes e Dom Pedro II situadas na cidade de Patos/PB, com o intuito de identificar a serventia das vias e os defeitos presentes nas superfícies do revestimento asfáltico e, com base nessas informações, propor as medidas mais apropriadas para a restauração dos pavimentos. Por meio deste estudo, foram obtidos o Índice de Condições dos Pavimentos Flexíveis (ICPF), o Índice de Gravidade Global Expedito (IGGE) e Valor da Serventia Atual (VSA). Realizou-se também a aplicação de um questionário a fim de obter um panorama de profissionais e futuros profissionais de engenharia civil acerca da atuação na pavimentação asfáltica. Os resultados apontaram semelhança entre os dois métodos de avaliação no que diz respeito ao estado de conservação em condições péssima. Isso foi fundamental para avaliar a eficiência e a utilidade dessas vias, fornecendo informações valiosas para as futuras intervenções. Para corrigir os principais defeitos encontrados nos pavimentos (panelas, trincas e afundamentos plásticos), é sugerido aumentar a espessura e reforçar a base, ampliando também a drenagem e inclinação das vias em 2% para evitar acúmulo de água. Ademais, sugere-se a aplicação de uma camada de revestimento asfáltico mais robusta para suportar o tráfego e prevenir trincas. Quanto à serventia das avenidas, a rua Dr. Enaldo Torres Fernandes apresentou conceito 3,6 se enquadrando como bom, devido às correções realizadas no pavimento de fevereiro a agosto. Enquanto a via Dom Pedro II se manteve na classificação regular (2,3), pois não houve correções no pavimento desde a primeira análise (fevereiro) até a segunda (agosto). A aplicação do questionário permitiu observar que 70% dos entrevistados acertaram os defeitos referentes a afundamento plástico, remendo e panelas e trinca interligada do tipo couro de jacaré. Para as questões de defeitos mais específicas o número de acertos reduziu aproximadamente 39%. A maioria apontou não se sentir apto para gerir rodovias e pavimentos, em que esse panorama pode ser devido à falta de incentivo de estudos nessa área nos cursos de graduação em Engenharia Civil.
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