IMPACTOS DA PANDEMIA DE COVID-19 NO USO DE PSICOTRÓPICOS POR ESTUDANTES DE UM CENTRO UNIVERSITÁRIO NO MUNICÍPIO DE PATOS-PB
Palavras-chave:
Pandemia; Psicofármacos; Universitários; Coronavírus; Saúde Mental.Resumo
A pandemia de COVID-19 trouxe consequências nos âmbitos sociais, econômicos e na saúde principalmente. Durante esse período houve um aumento da prevalência e incidência de transtornos mentais na população, como resultado de vários fatores estressantes, como o medo de um vírus desconhecido, a contaminação da doença, o isolamento social, a perda de pessoas próximas, a mudança de rotina repentina, entre outros. Como consequência do elevado número de casos de problemas psicológicos, os usos de medicamentos psicotrópicos aumentaram consideravelmente. Estes fármacos agem em nível de sistema nervoso central e são utilizados para o tratamento das desordens mentais. São classificados em anestésicos gerais, analgésicos, opioides, antidepressivos, ansiolíticos, antipsicóticos, psicoestimulantes, anticonvulsivantes, psicomiméticos e nootrópicos. Diante disso, o estudo tem como objetivo avaliar os impactos da pandemia de COVID-19 no uso de psicotrópicos por estudantes de um Centro Universitário no município de Patos-PB. A metodologia foi desenvolvida a partir de uma pesquisa de campo de natureza básica e carácter descritivo, com abordagem quantitativa, através da aplicação de questionários online, por meio do Google Forms®, envolvendo estudantes do Centro Universitário de Patos-PB. Os critérios de inclusão foram os alunos serem de ambos os sexos, terem mais de 18 anos, estarem matriculados no UNIFIP, e terem assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Como critérios de exclusão, os voluntários menores de 18 anos, estudantes de outras universidades e que não aceitaram assinar o termo de consentimento. Posteriormente os dados foram organizados e analisados em planilhas do Excel. Como resultados, foi observado um aumento de transtornos mentais associados a fatores estressantes decorrentes da pandemia de COVID-19, porém apenas 28% afirmaram fazer uso de medicamentos psicotrópicos para o tratamento dessas desordens, indicando que estavam sem tratamento ou buscaram outras alternativas. A maior parte (75%) indica ter iniciado durante/após o período pandêmico. Outro dado interessante, é que foi constatado uma alta taxa de utilização em pessoas solteiras, do sexo feminino, e um aumento maior em acadêmicos da área da saúde. As classes mais utilizadas foram os antidepressivos, principalmente os ISRS e os sedativos-hipnóticos como os benzodiazepínicos. Com isso, conclui-se que os estudantes necessitam de uma atenção especial na saúde mental, pois os mesmos vivem uma rotina exaustiva, muitas vezes sofrem pressão por terem muitas responsabilidades, contribuindo com o surgimento ou agravamento de problemas de saúde que poderiam ser evitados. Sendo assim, é preciso investir em programas de prevenção e tratamento psicológico, afim de diminuir a prevalência e incidência desses problemas de saúde pública.
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