ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA NO TREINAMENTO DA MUSCULATURA DO ASSOALHO PÉLVICO EM MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Autores

  • MARIA EDUARDA DE FREITAS RODRIGUES unifip

Palavras-chave:

Assoalho Pélvico, Incontinência Urinária, Treinamento Muscular, Fisioterapia

Resumo

O assoalho pélvico é uma estrutura muscular e conjuntiva localizado na região inferior da pelve, sustenta órgãos como bexiga, útero e reto, além de controlar funções urinárias e fecais. Com o tempo, fatores como gestações, menopausa e atividades de alto impacto podem enfraquecer essa musculatura, causando disfunções como a Incontinência Urinária (IU), que é a perda involuntária de urina em situações como tossir, espirrar, rir ou até mesmo durante a prática de exercícios físicos. O objetivo foi identificar as principais abordagens fisioterapêuticas no treinamento da musculatura do assoalho pélvico em mulheres com incontinência urinária, explanando a eficácia das técnicas utilizadas, bem como, as condutas que se mostraram ineficazes sob a percepção dos fisioterapeutas. Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa, descritiva e exploratória, do tipo transversal. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de questionário semiestruturado no formato online através do Google Forms com 12 Fisioterapeutas do sertão paraibano. O estudo mostrou uma predominância do sexo feminino (100%), com faixa etária de 30-40 anos (50%) e com especialização (66,7%). Em relação ao tempo de formação, a maioria das respostas se dividiu igualmente entre os que possuem de 1 a 5 anos (41,7%) e aqueles com mais de 10 anos (41,7%). Além disso, 41,7% tinham de 1 a 5 anos de atuação na área de Saúde da Mulher e 66,7% eram especialistas nessa referida área. Os recursos e técnicas mais utilizados pelos profissionais foram a Cinesioterapia (91,7%), Eletroestimulação (66,7%) e Terapia Manual (50%), destacam-se a Cinesioterapia, eletroestimulação e biofeedback como as mais eficazes. Por fim, os profissionais enfatizaram a importância de iniciar o acompanhamento fisioterapêutico na prevenção da incontinência urinária, visando um preparo mais abrangente para fortalecer o assoalho pélvico, proporcionar à mulher uma melhor percepção e conscientização corporal, além de melhorar a qualidade de vida. Conclui-se que o uso das técnicas e recursos fisioterapêuticos desempenham um papel essencial tanto no tratamento quanto na prevenção da incontinência urinária feminina, conforme evidenciado pela experiência dos profissionais e pela literatura.

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Publicado

2024-12-09

Como Citar

RODRIGUES, M. E. D. F. (2024). ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA NO TREINAMENTO DA MUSCULATURA DO ASSOALHO PÉLVICO EM MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA. Repositório Institucional Do Unifip, 9(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/5781

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