AVALIAÇÃO DOS RISCOS PARA A SAÚDE DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS EM PRODUTOS DE BELEZA
Palavras-chave:
Substâncias tóxicas., Cosméticos e saúde., Saúde humana, Efeitos adversosResumo
Cosméticos e produtos de higiene pessoal são amplamente utilizados em diversas partes do mundo, porém muitos contêm substâncias químicas que podem representar riscos à saúde humana. Essas substâncias podem causar uma série de problemas de saúde, tais como alterações hormonais, desenvolvimento de câncer e problemas dermatológicos. Este estudo tem como objetivo avaliar os riscos e impactos das substâncias tóxicas presentes em cosméticos e seus efeitos na saúde humana. Para isso, foi realizada uma busca bibliográfica nas bases de dados PubMed, Embase e Science Direct entre julho e setembro de 2024, sendo publicados no recorte temporal de 2019 a 2023. A pesquisa envolveu cosméticos que contêm substâncias químicas prejudiciais à saúde e seus efeitos no organismo humano. Os resultados da revisão sistemática indicaram que várias substâncias, como triclosan, 1,4-dioxano, parabenos, formaldeído, microplásticos e sulfatos, estão presentes em cosméticos e produtos de higiene pessoal. Essas substâncias podem atuar como disruptores endócrinos, afetando a função hormonal, e carcinógenos, aumentando o risco de câncer. O triclosan, por exemplo, pode prejudicar a tireoide e o equilíbrio hormonal. O 1,4-dioxano, substância carcinogênica, está associado ao desenvolvimento de câncer de mama, fígado e pele. Além disso, microplásticos e sulfatos, comuns em esfoliantes e shampoos, causam danos à pele e aos olhos, podendo agravar condições dermatológicas como eczema e psoríase. A exposição contínua a essas substâncias, especialmente em cosméticos de uso diário, representa um risco considerável à saúde, com potencial de efeitos cumulativos e de longo prazo. A revisão destaca a necessidade urgente de maior transparência nas formulações dos cosméticos e de regulamentações mais rigorosas que garantam a segurança dos consumidores. A falta de informações claras sobre a concentração dessas substâncias torna difícil para os consumidores tomarem decisões informadas sobre os riscos associados ao uso desses produtos. Conclui-se que é essencial promover maior conscientização pública sobre os riscos dessas substâncias e adotar políticas públicas que reforcem a segurança e regulamentação rigorosa da indústria cosmética.
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