Atividades avançadas de vida diária como marcadoras do declínio cognitivo e suas consequências na capacidade funcional de idosos

Autores

  • MARIA ELIZA MONTENEGRO DE SOUZA NETA unifip

Palavras-chave:

Idoso, Declínio cognitivo, Funcionalidade, Atividades Diárias, Envelhecimento

Resumo

Envelhecimento é um processo de grande complexidade, tanto em níveis populacionais quanto singulares, por essas razões torna-se necessária a avaliação cognitiva e funcional do idoso. A capacidade funcional é definida como o potencial que os idosos apresentam para decidir e atuar no dia a dia, ao determinar sua autonomia e independência. O declínio cognitivo no idoso influencia na sua capacidade funcional, rebaixando os níveis de suas atividades de vida diária, causando grande interferência na qualidade de vida da pessoa idosa. As atividades avançadas de vida diária (AAVD’s) dizem respeito a tarefas/atividades de maior complexidade, relacionadas a atribuições sociais, físicas, lazer, que demanda maior grau de função cognitiva para ser realizada, portanto, com o processo do envelhecimento as AAVD’s são as mais afetadas na vida dos idosos. O objetivo do presente estudo é identificar as consequências que o declínio cognitivo consegue refletir na capacidade funcional de idosos. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, quanto aos objetivos descritiva e exploratória, quanto à fonte de dados de pesquisa de campo, de forma transversal, e ocorreu em dois meses (fevereiro e março), na cidade de Piancó, no estado da Paraíba. A análise foi realizada com um grupo de convivência da Paróquia de Santo Antônio chamado de “Pastoral do Idoso”. A pesquisa desenvolveu-se a partir de questionário com o perfil sociodemográfico dos participantes, aplicação do Mini Exame de Estado Mental e da Escala Avançada de Vida Diária. Os dados da amostra foram graficados e tabulados usando o software Microsoft Excel. A amostra foi composta por 20 idosos, predominando mulheres (80%), com idade média de 79 anos. A maioria era viúva (70%) e analfabeta (45%), vivendo com filhos ou netos (70%) e apresentando renda de até um salário mínimo (80%). Aproximadamente 60% dos participantes apresentaram déficit cognitivo, especialmente entre aqueles com 5 a 8 anos de escolaridade. A pontuação média no Mini Exame do Estado Mental (MEEM) foi abaixo do esperado para a maioria, indicando um comprometimento significativo. As doenças circulatórias (90%) e musculoesqueléticas (55%) foram as patologias mais comuns entre os participantes, o que pode contribuir para o declínio funcional. A pesquisa identificou que 50% dos idosos eram classificados como menos ativos em suas AAVD’S. A análise demonstrou que os idosos com maior comprometimento cognitivo tendiam a apresentar uma menor participação em AAVD, sugerindo uma relação direta entre a saúde cognitiva e a capacidade de engajamento em atividades sociais. Esses resultados enfatizam a necessidade de intervenções que promovam a saúde cognitiva e a participação social dos idosos, visando a manutenção da autonomia e da qualidade de vida.

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Publicado

2024-12-09

Como Citar

SOUZA NETA, M. E. M. D. (2024). Atividades avançadas de vida diária como marcadoras do declínio cognitivo e suas consequências na capacidade funcional de idosos. Repositório Institucional Do Unifip, 9(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/5812

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