IMPACTO DA FIBROMIALGIA NA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES ASSISTIDAS EM UM CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO
Palavras-chave:
Fibromialgia, Qualidade de vida, Dor crônicaResumo
Introdução: A Fibromialgia (FM) é uma síndrome reumática que afeta cerca de 2% da população mundial, sendo a segunda doença reumática mais comum. Caracteriza-se por sintomas como dor generalizada, fadiga, rigidez e distúrbios de sono, muitas vezes acompanhados de ansiedade e distúrbios depressivos. A sua etiologia permanece desconhecida, mas vários fatores, como disfunções nos sistemas nervoso central e autônomo, desequilíbrios hormonais, fatores imunológicos, ambientais e psicológicos, além da predisposição genética, podem contribuir para o seu surgimento. A FM afeta mais a população feminina, com uma proporção de 1 homem para cada 5,5 mulheres no Brasil, podendo surgir entre 30 e 50 anos, porém também afeta outras faixas etárias. O diagnóstico da FM baseia-se em critérios estabelecidos pela American College of Rheumatology (ACR), que exigem histórico de dor crônica generalizada por pelo menos 3 meses, afetando áreas acima e abaixo da cintura, bilateralmente e no esqueleto axial. O tratamento concentra-se no alívio dos sintomas para melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade dos pacientes. Isso pode envolver o uso de medicamentos, como antidepressivos e analgésicos, e abordagens não farmacológicas, como fisioterapia e terapia para ansiedade e depressão. A FM tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes, afetando suas vidas pessoais, profissionais, sociais e familiares. Objetivos: Avaliar o impacto da fibromialgia na qualidade de vida de pacientes assistidas em um Centro de Reabilitação Especializado (CER), da cidade de Patos-PB. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, com abordagem quantitativa realizada no Centro Especializado em Reabilitação – CER, na cidade de Patos – PB, através da aplicação dos questionários sociodemográfico e FIQ. Os dados da amostra foram analisados, tabulados e graficados utilizando o software Microsoft Excel e o Statistical Package for the Social Sacience-SPSS versão 22.0. Resultados: o estudo investigou 31 mulheres diagnosticadas com fibromialgia, com média de idade de 50,77 anos, atendidas no CER de Patos-PB. A maioria tinha entre 47 e 55 anos (54,8%), casadas ou em união estável (38,7%) e com ensino médio completo (54,8%). Em relação às condições de saúde, 83,9% utilizavam medicamentos, como anticonvulsivantes e antidepressivos, e 87,1% realizavam tratamentos não medicamentosos, como hidroterapia e psicoterapia. A intensidade da dor foi considerada elevada em 51,6% das pacientes, impactando diretamente na qualidade de vida. O Questionário de Impacto da Fibromialgia mostrou que os sintomas mais relatados foram ansiedade e dor. A correlação entre dor e qualidade de vida, embora positiva, não foi significativa. Conclusão: A fibromialgia afeta severamente a qualidade de vida dessas mulheres, tanto físico quanto psicologicamente, mesmo com acompanhamento em centros especializados.
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