ANÁLISE COMPARATIVA DA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO BRASIL PRÉ E PÓS-PANDEMIA DE COVID-19: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Segurança Alimentar e Nutricional, Brasil, COVID-19Resumo
A Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no Brasil está profundamente interligada ao
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), assegurando o acesso a alimentos
de qualidade de forma sustentável e que respeite a diversidade cultural. A pandemia de
COVID-19 agravou a insegurança alimentar ao impactar a produção e o acesso
econômico, especialmente entre famílias vulneráveis, em um contexto já marcado por
desigualdades socioeconômicas e disparidades regionais. Diante desse cenário, o
presente estudo tem como objetivo investigar, por meio de uma Revisão Integrativa da
Literatura, os impactos da pandemia de COVID-19 na SAN no Brasil durante os períodos
pré e pós-pandêmico. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura em seis etapas,
partindo da formulação de uma pergunta norteadora sobre os impactos da pandemia na
Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no Brasil. A pesquisa utilizou descritores
específicos em bases como BVS, MEDLINE, LILACS, Web of Science e Scopus, com
critérios de inclusão que consideraram artigos completos publicados entre 2014 e 2024
em português, inglês ou espanhol e critérios de exclusão abrangendo artigos de revisão,
dissertações, teses, editoriais e estudos duplicados. Após a aplicação dos critérios, a
amostra final consistiu em 10 artigos relevantes. Durante o período pré-pandêmico,
houve avanços na redução da insegurança alimentar (IA) no Brasil, impulsionados por
programas de apoio como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), embora áreas como o Nordeste e zonas rurais
do extremo sul mantivessem elevadas taxas de IA devido a desigualdades regionais e
econômicas. Durante a pandemia, a IA aumentou drasticamente, especialmente em
áreas urbanas e rurais vulneráveis, destacando a importância de políticas mais
integradas e abrangentes. A crise sanitária reforçou o papel fundamental de programas
como o PNAE e a atuação do nutricionista, que é essencial para promover hábitos
saudáveis e apoiar a vigilância alimentar. Dessa forma, fortalecer esses programas e a
atuação intersetorial pode aumentar a resiliência do sistema de segurança alimentar
diante de crises futuras.
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