DESAFIOS ENFRENTADOS POR ENFERMEIROS NA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DE UM HOSPITAL PÚBLICO.
Palavras-chave:
Classificação de risco; Enfermeiros; Desafios.Resumo
Um método que vem reduzindo a superlotação ao longo dos anos em diversos países
na urgência e emergência é a classificação de risco do paciente, no qual o objetivo é
atender não por ordem de chegada mas conforme a gravidade do paciente, assim, o
tempo de espera e o risco são amenizados e o atendimento se torna mais específico.
Alguns fatores influenciam negativamente nessa classificação, surgindo alguns
desafios como por exemplo a superlotação e a falta de compreensão do público. A
presente pesquisa teve o objetivo de avaliar os desafios enfrentados pelos
enfermeiros, bem como, a percepção dos mesmos sobre a importância da
classificação de risco. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa.
A pesquisa foi desenvolvida no Hospital Regional, localizado na cidade de Patos –
PB, em setembro de 2024. A população foi composta por enfermeiros que atuam ou
já atuaram neste HRP e que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão
propostos, contabilizando uma amostra de 9 enfermeiros. O instrumento utilizado
para a realização da coleta de dados foi o questionário online, constituído por duas
partes, sendo a primeira com questões sociodemográficas de cunho pessoal e
profissional e na segunda parte questões objetivas sobre a classificação de risco. Foi
realizada uma análise estatística descritiva dos dados sociodemográficos e
quantitativa das variáveis presentes no questionário, por meio do programa SPSS
(Statistical Package for Social Science). Os resultados evidenciaram que, (33,3%)
estão pouco satisfeitos em trabalhar na classificação. No que se refere aos desafios
encontrados (66,7%) são problemas que poderiam ser resolvidos em unidade de
atenção primária ou secundária. Em relação as características positivas da
classificação de risco se destacou colaborar para um atendimento mais humanizado
ao cliente (33,3%) e distinguir pacientes críticos dos não críticos (33,3%). Ademais,
(55,6%) relataram que se sentem sobrecarregados ao desempenhar esse papel.
Logo, algumas estratégias utilizadas para uma melhor compreensão do paciente é
escutá-los e tirar as dúvidas (44,4%) e orientá-los a respeito dos níveis de
complexidade das unidades: baixa, média e alta (33,3%).
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