A CONTRIBUIÇÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL
Palavras-chave:
Assistência Farmacêutica, Hipertensão Arterial, Adesão ao Tratamento, Uso Racional de Medicamentos, Anti-HipertensivosResumo
RESUMO: A hipertensão arterial é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e insuficiência renal. Caracterizada por sua natureza silenciosa e progressiva, exige monitoramento contínuo e estratégias terapêuticas eficazes para garantir o controle adequado da pressão arterial e a prevenção de complicações. Diante desse cenário, este estudo teve como objetivo analisar as contribuições da assistência farmacêutica no manejo clínico da hipertensão arterial, com foco na promoção da adesão terapêutica, controle dos fatores de risco, monitoramento dos efeitos adversos e prevenção de interações medicamentosas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa, descritiva e explicativa. A busca foi realizada nas bases SciELO, LILACS, BVS e MEDLINE, com artigos publicados entre 2019 e 2024, utilizando os descritores “assistência farmacêutica”, “hipertensão”, “anti-hipertensivos”, “efeitos adversos” e “polifarmácia”. Após triagem, 20 estudos foram incluídos na amostra final. Os resultados revelaram que a atuação do farmacêutico é essencial para garantir o uso racional dos medicamentos anti-hipertensivos, minimizar os efeitos adversos e melhorar a adesão dos pacientes ao tratamento. Além disso, a presença do farmacêutico nas equipes multiprofissionais contribui para a educação em saúde, o acompanhamento clínico e o monitoramento da efetividade terapêutica. A prática da conciliação medicamentosa e o apoio na gestão da polifarmácia foram aspectos destacados como fundamentais para reduzir complicações e promover desfechos clínicos positivos. Conclui-se que a assistência farmacêutica representa uma estratégia eficaz no enfrentamento da hipertensão arterial, contribuindo de forma significativa para a segurança do paciente e a efetividade do tratamento. A valorização da atuação do farmacêutico na atenção primária é indispensável para o fortalecimento do cuidado em saúde e o controle de condições crônicas, como a hipertensão, que seguem impactando fortemente os indicadores de morbimortalidade em nível global.
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