INFLUÊNCIA DA EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL NA SAÚDE DE IDOSOS DO PROJETO VIDA ATIVA - UNIFIP
Palavras-chave:
Idoso, Idoso Ativo, Mudanças fisiológicas, Educação Alimentar e NutricionalResumo
O envelhecimento populacional é um fenômeno global que influencia diretamente no
crescimento populacional (exponencial) de idosos de forma bastante acelerada. Em 2030, no
Brasil, o número de idosos irá superar o de crianças e adolescentes em cerca de 2,28 milhões,
diferença que tende a aumentar para 34,6 milhões em 2050. O envelhecimento é um processo
natural do ciclo de vida de qualquer ser vivo. Ter hábitos de vida saudáveis, manter-se ativo,
ter uma alimentação cuidada, entre outros, são alguns fatores essenciais para manter alguma
autonomia e independência na velhice. A educação nutricional no envelhecimento apresenta-se
como uma atitude inovadora aos novos desafios e às demandas alimentares e nutricionais
geradas pela emergência de um novo segmento etário. A implementação da Educação
Alimentar e Nutricional visa a redução de fatores de risco e de danos evitáveis da pessoa idosa,
com base em um elenco de estratégias interdisciplinares e integradas por diferentes pontos de
atenção à saúde, que resultarão na melhoria da qualidade de vida das populações. O objetivo
geral do trabalho foi investigar os efeitos de uma intervenção de educação alimentar e
nutricional no estado nutricional de idosos ativos. A coleta de dados foi possível, após
aprovação do referido projeto pelo CEP do UNIFIP com parecer de nº 6.650.818 e assinatura
de TCLE pelos participantes. Foram aplicados questionários, contendo perguntas objetivas e
subjetivas, acerca dos dados socioeconômicos, comportamento alimentar e dados do consumo
alimentar, através do Marcador de Consumo Alimentar do SISVAN. O estudo foi realizado
obedecendo as resoluções n° 466/2012 e nº 510/216. A maioria dos idosos do estudo, o qual
prevaleceu o sexo feminino (96,1%), se encontram com média de IMC adequado (27,17%),
apesar da alta prevalência de sobrepeso (51,9%). Os alimentos mais consumidos foram: fruta
secas (27,8%); feijão (25,6%); verdura e/ou legumes (24,4%) e biscoito recheado, doces ou
guloseimas (balas, pirulitos, chiclete, caramelo e gelatina (14,1%). As principais refeições
realizadas foram o café da manhã (93,5%), almoço (93,5%) e jantar (93,5%). Assim,
intervenções e orientações nutricionais específicas destinadas à promoção da saúde devem ser
incentivadas.
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