FRENTE A FRENTE COM O FIM: A PERCEPÇÃO DE PSICÓLOGOS SOBRE O APOIO PSICOLÓGICO COMO RECURSO DE ENFRENTAMENTO AO FENÔMENO DA TERMINALIDADE
Palavras-chave:
Cuidados paliativos, Profissionais da saúde, Adoecimento, PercepçãoResumo
Este estudo teve como objetivo analisar a percepção de psicólogos sobre as implicações do apoio psicológico na elaboração do luto de familiares diante do fenômeno da terminalidade, buscando compreender sua eficácia na promoção do enfrentamento e na minimização dos impactos emocionais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada com psicólogos atuantes em um hospital do Sertão Paraibano, por meio de entrevistas semiestruturadas. A análise de conteúdo, percorreu as etapas apontadas por Bardin, conduzida com o auxílio do software IRAMUTEQ, o que possibilitou a organização dos dados em quatro categorias temáticas: (1) O apoio psicológico como espaço de escuta, sentido e autonomia; (2) Luto antecipatório e reações frente à morte; (3) Desafios da atuação profissional; e (4) Estratégias de enfrentamento e efeitos do cuidado no processo de morrer. Os resultados revelam que o apoio psicológico, ao oferecer acolhimento e ressignificação da dor, contribui de forma significativa para o enfrentamento da perda e para a humanização do processo de morte. Contudo, o estudo também aponta limitações estruturais, lacunas na formação profissional e impactos emocionais sobre os próprios psicólogos. Conclui-se que o apoio psicológico é um recurso essencial para o cuidado em terminalidade, exigindo, no entanto, maior suporte institucional e políticas que também cuidem de quem cuida.
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