QUALIDADE DE VIDA PROFISSIONAL E ESTRATÉGIAS DE COPING DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DIANTE DO PROCESSO DE MORRER
Palavras-chave:
Qualidade de vida no trabalho, Estratégias de Coping, Profissionais de saúdeResumo
O presente estudo objetivou investigar a relação entre a qualidade de vida profissional e as
estratégias de Coping adotadas por profissionais de saúde diante do processo de morrer.
Utilizou-se uma abordagem mista (quantitativa e qualitativa), com 40 participantes na etapa
quantitativa e duas entrevistas na etapa qualitativa. Para a coleta dos dados quantitativos, foram
utilizados o Questionário Socidemográfico, a Escala de Qualidade de Vida Profissional
(ProQol-Br) e a Escala de Coping Ocupacional (ECO). Na etapa qualitativa, foi utilizada uma
entrevista semiestruturada, abordando experiências emocionais com a morte, impacto na prática
profissional e estratégias de enfrentamento. Os resultados revelaram que profissionais com
maior satisfação por compaixão tendem a utilizar estratégias de controle, enquanto aqueles com
maior fadiga por compaixão recorrem com mais frequência à esquiva. O Burnout mostrou-se
negativamente correlacionado ao uso de estratégias de controle. As falas dos participantes
evidenciaram sofrimento emocional, busca por sentido no trabalho e carência de apoio
institucional. O estudo conclui que enfrentar o processo de morrer exige preparo emocional e
institucional. Estratégias adaptativas de Coping, como autocuidado e apoio psicológico,
favorecem a saúde mental e a qualidade de vida profissional, destacando a urgência de políticas
públicas que cuidem de quem cuida.
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