O USO INDISCRIMINADO DE PSICOESTIMULANTES ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: MOTIVAÇÃO, CONSEQUÊNCIAS E FATORES ASSOCIADOS
Palavras-chave:
Automedicação, Efeitos Colaterais, Reações Adversas, Fatores de Risco, Saúde PúblicaResumo
O uso indiscriminado de psicoestimulantes entre estudantes universitários tem se tornado um
fenômeno crescente, impulsionado pela cultura de produtividade, pressão acadêmica e
facilidade de acesso a medicamentos estimulantes. Tais substâncias, originalmente indicadas
para o tratamento de condições clínicas, são utilizadas de maneira não prescrita com a finalidade
de potencializar atenção, concentração e desempenho acadêmico. Neste contexto, o estudo teve
como objetivo analisar o perfil de uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários,
identificando motivações, conhecimento sobre riscos e percepção quanto à atuação
farmacêutica na orientação do uso racional. Para atingir os objetivos propostos, foi realizada
uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa e natureza descritiva, com aplicação de
questionário estruturado a 87 estudantes de uma instituição de ensino superior na cidade de
Patos, Paraíba. Os dados foram tabulados e analisados de forma descritiva utilizando o software
Microsoft Excel, garantindo confidencialidade e anonimato aos participantes. Os achados
revelaram que 28,7% dos estudantes consomem psicoestimulantes sem prescrição, motivados
principalmente pela busca de aumento de concentração, melhoria da memória e cumprimento
das demandas acadêmicas. Embora os participantes relatem melhora no desempenho, também
declararam efeitos adversos, como insônia, ansiedade e falta de apetite, indicando riscos à saúde
física e mental. Comparando-se com a literatura, confirma-se a prevalência crescente desse
comportamento em ambientes acadêmicos e reforça-se a necessidade de intervenção educativa
e orientação profissional. Conclui-se que o uso indiscriminado de psicoestimulantes é um
problema multifatorial, envolvendo aspectos éticos, sociais e de saúde pública. A pesquisa
evidencia a importância da atuação do farmacêutico e de políticas institucionais de
conscientização, prevenção e suporte psicológico, além de apontar a necessidade de estudos
futuros para aprofundar a compreensão do fenômeno e desenvolver estratégias de mitigação.
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