O USO INDISCRIMINADO DE PSICOESTIMULANTES ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: MOTIVAÇÃO, CONSEQUÊNCIAS E FATORES ASSOCIADOS

Autores

  • ALÍCIA GABRIELLY RODRIGUES MACEDO BORGES UNIFIP

Palavras-chave:

Automedicação, Efeitos Colaterais, Reações Adversas, Fatores de Risco, Saúde Pública

Resumo

O uso indiscriminado de psicoestimulantes entre estudantes universitários tem se tornado um

fenômeno crescente, impulsionado pela cultura de produtividade, pressão acadêmica e

facilidade de acesso a medicamentos estimulantes. Tais substâncias, originalmente indicadas

para o tratamento de condições clínicas, são utilizadas de maneira não prescrita com a finalidade

de potencializar atenção, concentração e desempenho acadêmico. Neste contexto, o estudo teve

como objetivo analisar o perfil de uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários,

identificando motivações, conhecimento sobre riscos e percepção quanto à atuação

farmacêutica na orientação do uso racional. Para atingir os objetivos propostos, foi realizada

uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa e natureza descritiva, com aplicação de

questionário estruturado a 87 estudantes de uma instituição de ensino superior na cidade de

Patos, Paraíba. Os dados foram tabulados e analisados de forma descritiva utilizando o software

Microsoft Excel, garantindo confidencialidade e anonimato aos participantes. Os achados

revelaram que 28,7% dos estudantes consomem psicoestimulantes sem prescrição, motivados

principalmente pela busca de aumento de concentração, melhoria da memória e cumprimento

das demandas acadêmicas. Embora os participantes relatem melhora no desempenho, também

declararam efeitos adversos, como insônia, ansiedade e falta de apetite, indicando riscos à saúde

física e mental. Comparando-se com a literatura, confirma-se a prevalência crescente desse

comportamento em ambientes acadêmicos e reforça-se a necessidade de intervenção educativa

e orientação profissional. Conclui-se que o uso indiscriminado de psicoestimulantes é um

problema multifatorial, envolvendo aspectos éticos, sociais e de saúde pública. A pesquisa

evidencia a importância da atuação do farmacêutico e de políticas institucionais de

conscientização, prevenção e suporte psicológico, além de apontar a necessidade de estudos

futuros para aprofundar a compreensão do fenômeno e desenvolver estratégias de mitigação.

Downloads

Publicado

2026-05-19

Como Citar

BORGES, A. G. R. M. (2026). O USO INDISCRIMINADO DE PSICOESTIMULANTES ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: MOTIVAÇÃO, CONSEQUÊNCIAS E FATORES ASSOCIADOS. Repositório Institucional Do Unifip, 10(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/7430

Artigos Semelhantes

<< < 352 353 354 355 356 357 358 359 360 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.