BENEFICIAMENTO DA PELE DE TILÁPIA-DO-NILO (OREOCHROMIS NILOTICUS) PARA USO COMO CURATIVO OCLUSIVO BIOLÓGICO
Palavras-chave:
Biomateriais., Cicatrização, Regeneração, TratamentoResumo
O manejo de feridas evoluiu significativamente ao longo do tempo, impulsionado pela necessidade de tratamentos eficazes capazes de otimizar o processo cicatricial. Entretanto, nenhum curativo disponível atualmente atende plenamente a todas as demandas clínicas, o que justifica a busca por alternativas biológicas inovadoras. Nesse contexto, a pele de tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus) tem se destacado como biomaterial promissor devido ao seu alto teor de colágeno tipo I, baixo custo e ampla disponibilidade. Este estudo teve como objetivo avaliar e aprimorar o processo de beneficiamento da pele de tilápia para sua aplicação como curativo oclusivo biológico. Foram adquiridas oito peles provenientes de descarte comercial e submetidas a etapas padronizadas de limpeza, descontaminação, conservação e esterilização, seguindo metodologias adaptadas. Após 75 dias, amostras foram analisadas por meio de cultura bacteriana e fúngica, utilizando meios seletivos e diferenciais. Os resultados demonstraram total ausência de crescimento microbiano, indicando eficácia das etapas de higienização e conservação mesmo sem o uso de antifúngico. Além disso, a literatura revisada reforça o potencial da pele de tilápia na aceleração da cicatrização, redução da dor e promoção de um ambiente ideal para a regeneração tecidual. Conclui-se que o método empregado garante um biomaterial seguro, viável e compatível com aplicações clínicas na medicina regenerativa.
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