ENTRE MEDOS E ESPERANÇAS: AS VIVÊNCIAS EMOCIONAIS DE MÃES DE CRIANÇAS PREMATURAS DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO NEONATAL
Palavras-chave:
Prematuridade, Emoções, Maternidade, Coping, Hospitalização NeonatalResumo
Buscando compreender as experiências emocionais e as estratégias de enfrentamento de mães
de crianças prematuras durante a hospitalização neonatal, identificamos os principais
estressores e as redes de apoio utilizadas. Dessa forma, realizou-se essa pesquisa qualitativa,
de caráter exploratório-descritivo, com mães de recém-nascidos prematuros internados em
Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTINs). Os dados foram coletados por meio de
questionário sociodemográfico e entrevistas semiestruturadas, analisadas através da Análise
de Conteúdo de Bardin. Os mesmos evidenciaram uma predominância de reações emocionais
negativas, como medo, tristeza e preocupação, associadas à incerteza da espera e à
imprevisibilidade do quadro clínico do bebê. Entretanto, também emergiram sentimentos
positivos, como esperança, fé e confiança, expressando a resiliência materna. Essa vivência
emocional das mães revelou uma dualidade entre medo e esperança, além do luto pela
maternidade idealizada, o que acentua o estresse parental. Nesse contexto, a adoção de
estratégias de coping adaptativas, mostrou-se essencial ao enfrentamento, conforme propõe a
Teoria Motivacional do Coping (TMC). Conclui-se que a experiência da prematuridade é
altamente estressora, mas a capacidade de enfrentamento se manifesta por meio de recursos
adaptativos. Assim, destaca-se a importância de uma atuação multiprofissional humanizada na
UTIN, pautada no acolhimento, na escuta ativa, no fortalecimento do apoio social, entre
outros; a fim de reduzir o sofrimento materno e favorecer o vínculo mãe-bebê.
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