Identificacão de prescricões inapropriadas para idosos utilizando critérios de STOPP/START na APS: estudo dos últimos 10 anos
Palavras-chave:
MIP; APS; STOPP/START.Resumo
O envelhecimento populacional e um fato demonstrável. Infelizmente o aumento da sobrevida não está acompanhado do aumento de vida saudável, porém em muitos casos de maior número de morbidades associadas, múltiplas terapias farmacológicas adjuvantes, limitações, hospitalizações e sequelas. Considerando a APS como o marco delimitador onde se centram os cuidados em saúde do paciente idoso, seria neste espaço a maior necessidade de prescrições adequadas para esta população. Nesse sentido, vários métodos têm sido desenvolvidos no sentido de quais medicamentos poderiam serem prejudiciais aos pacientes com mais de 65 anos. Dentre os métodos certificados para esses fins, o instrumento STOPP/START proporciona uma lista de fármacos potencialmente inapropriados para uso em pacientes idosos, sob risco de maiores complicações. O objetivo de esta revisão da literatura foi o de avaliar, através da utilização do STOPP/START, o papel da (APS) na validação de práticas clínicas recomendadas para a população idosa. Para tanto, o método utilizado foi a revisão de estudos publicados compatíveis com os nossos objetivos nos sites de evidências científicas: LILACS, MEDLINE e COCHRANE. Os resultados obtidos diagnosticam um elevado uso de (MPI) nos pacientes idosos e poucos estudos publicados a respeito do uso de esta ferramenta no contexto da APS. Concluímos a necessidade de incentivar um maior número de investigações científicas na APS sobre o uso de MPI e a sensibilização dos gestores e formuladores das políticas na elaboração de estratégias e incorporação de alternativas terapêuticas seguras, a fim de reduzir riscos evitáveis e assim, qualificar a utilização de medicamentos por idosos.
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