TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE NA INFÂNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, Terapia medicamentosa, Psiquiatria infantilResumo
O Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) representa uma enfermidade de distribuição mundial. É caracterizado como uma patologia que cursa com sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, interferindo diretamente no desenvolvimento intelectual e comportamental do acometido. O TDAH possui uma prevalência mundial de 5,3% sendo assim um dos transtornos psiquiátricos mais comuns na infância. Os sintomas costumam ser controlados com medicação, melhorando a concentração, controlando a impulsividade e promovendo diminuição da agitação psicomotora. Além disso, a terapia comportamental administrada por pais e/ou professores possui efeito benéfico para os pacientes. Com isso, é entendido que o tratamento é multimodal, buscando a psicoterapia na infância e adolescência, bem como, o treinamento dos pais para abordarem os enfermos, além da terapia medicamentosa, tida como essencial na terapêutica da doença. Nesta, a principal classe de fármacos utilizada são os estimulantes. OBJETIVO. Buscar, avaliar criticamente e realizar uma síntese das evidências acerca do tratamento medicamentoso do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade na infância. METODOS. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, a será feita a procura, avaliação crítica e sintese de evidências acerca do assunto em questão nas principais bibliotecas virtuais nos últimos 5 anos. RESULTADOS. O metilfenidato ainda aparece como a principal terapia medicamentosa utilizada para o tratamento do TDAH, sendo o medicamento que possui mais estudos sobre sua funcionalidade. Outras terapias foram exploradas nos estudos encontrados nesta amostra, como a atomoxetina que também mostrou efeito benéfico, a agomelatina, a qual existem evidências como medida principal ou terapia adjuvante nesses pacientes. Outras medicações também foram utilizadas, como os derivados de anfetaminas, pemolina, guanfacina, ômega-3 e clonidina para o tratamento do TDAH. CONCLUSÃO. O tratamento farmacológico do TDAH é complexo e possui diversas opções consagradas e eficazes, como o metilfenidato e os derivados de anfetaminas, ambos com aplicabilidade comprovada e com efeitos adversos bem elucidados. Outros tratamentos surgem em ascensão como a agomelatina e a atomoxetina, sendo preferíveis em situações pontuais para obterem maior sucesso terapêutico.
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