Avaliação da busca por atendimento médico e o impacto da automedicação no tratamento das cefaleias primárias
Palavras-chave:
Transtornos da Cefaleia Primários, Cuidados Médicos, AutomedicaçãoResumo
Cefaleias constituem importante queixa em serviços de saúde, e podem limitar os indivíduos em suas atividades diárias, estudos, trabalho, ou vida social. Cefaleias primárias não resultam de outra doença, e são classificadas como migrânea, cefaleia tensional, neuralgia autonômica do trigêmeo, e outras cefaleias primárias. Na busca por alívio dos sintomas, a automedicação não responsável pode levar a efeitos deletérios à saúde. Objetivo: Avaliar em que medida os estudantes de duas instituições de Ensino Superior de Patos (PB) se automedicam ou procuram atendimento médico para alívio dos sintomas das cefaleias primárias, e o seu grau de conhecimento em relação aos efeitos adversos da automedicação não responsável. Métodos: Utilizou-se metodologia de pesquisa de campo, de natureza quantitativodescritiva. Para obtenção dos dados foi aplicado formulário contemplando questões a respeito de renda e nível de escolaridade familiar, frequência e caracterização das cefaleias, acesso a atendimento médico, além de hábitos em relação à automedicação. A pesquisa foi realizada com 34 estudantes dos campi na cidade de Patos (PB) das Faculdades Integradas de Patos e da Universidade Federal de Campina Grande. Os dados foram coletados em fase única, compilados no Microsoft Excel 2019 e no IBM SPSS 22.0 (Statistical Package for the Social Sciences), e posteriormente analisados por estatística descritiva ou inferencial, conforme o caso. Resultados: 64,7% dos estudantes eram do sexo feminino, 35% com renda familiar de até um salário mínimo, e 58% provem de famílias cujo grau de escolaridade predominante é o Ensino Médio. Dor severa, por ocasião das crises, foi referida por 61% dos participantes. 44% da amostra relatou duração dos episódios de 2 a 4 horas. A quase totalidade dos estudantes pratica a automedicação (97%), sendo a Dipirona (70%), o Paracetamol e o Ibuprofeno os fármacos mais usados. Ainda, 61% não costumam buscar atendimento médico para investigação das cefaleias. Apesar disso, 73% acreditam que a automedicação não pode ser considerada hábito seguro, e a possibilidade de efeitos colaterais, alergias ou intoxicações foram citados como consequências deletérias por 35% da amostra, enquanto 8 (23,5%) dos 34 indivíduos não souberam informar a quais prejuízos estariam expostos. Conclusões: Revelouse o hábito que os estudantes tem de se automedicarem sem devida investigação médica. Pesquisas que caracterizem devidamente e possibilitem o diagnóstico diferencial das cefaleias poderão melhor subsidiar intervenções, estimularão busca e acesso à Atenção Primária à Saúde, e contribuirão para melhor qualidade de vida e desempenho dos estudantes nas atividades acadêmicas e sociais.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Anderson Ferreira Guedes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.