SÍNDROME DE DISFUNÇÃO COGNITIVA CANINA: REVISÃO DE LITERATURA
Palavras-chave:
Alzheimer canino, doença neurodegenerativa, alterações comportamentiais, selegilinaResumo
Popularmente conhecida como Alzheimer canino, a Síndrome de Disfunção
Cognitiva Canina (SDCC) é uma patologia neurodegenerativa progressiva que acomete os
animais idosos, causando lesões irreversíveis no sistema nervoso central cursando sinais
clínicos quem em sua maioria são comportamentais. É uma afecção que tem chamado a
atenção dos profissionais, sendo seriamente subdiagnosticada uma vez que os tutores
omitem as alterações comportamentais observadas durante as consultas veterinárias,
acreditando que essas alterações são normais do envelhecimento. Essa revisão narrativa
bibliográfica tem por objetivo argumentar a doença como um todo, permitindo entender
o que é essa síndrome, descrever sua causa e sinais clínicos, a melhor forma de
diagnóstico para assim, detalhar o melhor tratamento possível. O conhecimento e
reconhecimento melhores desta afecção vai permitir ao clínico juntamente com o tutor,
proporcionar uma melhor qualidade vida e longevidade ao animal acometido. Verifica-se
que a principal causa/o agravante dos sintomas e sinais comportamentais que o animal
apresenta vem do acúmulo de uma proteína tóxica para o cérebro chamada proteína beta
amiloide, a mesma pode ser detectada na membrana gordurosa que envolve as células
no diagnóstico por imagem, feito através da ressonância magnética. Essa proteína
presente naturalmente no cérebro tende a formar aglomerados incialmente pequenos,
esses agregados acabam formando placas ditas amiloides que crescem exarcebadamente
dificultando a comunicação entre os neurônios e em consequência disso, ocorrem
alterações relacionadas a diminuição das atividades e respostas aos estímulos como, o
animal deixa de reconhecer o tutor, se perde em locais conhecidos, olham fixamente
para um local e andam de maneira compulsiva. Foram citados os diagnósticos
diferenciais para ajudar na detecção precoce da doença, podendo descartar as neoplasias
cerebrais e a meningoencefalite granulomatosa, os resultados encontrados durante o
estudo mostraram que essas têm seus sinais clínicos comportamentais rápidos já na
disfunção cognitiva esses sinais tendem a ser progressivos ou seja, lentos. Conclui-se
que, é uma doença que não tem cura e que apresenta o diagnóstico envolvendo
aplicação de testes cognitivos específicos para alterações comportamentais, exames de
imagem, exame histopatológico, além da exclusão de outras enfermidades. O tratamento
tem como objetivo retardar a evolução da doença baseando-se no enriquecimento
ambiental, mudanças na dieta e manejo e terapia farmacológica
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