ANSIEDADE EM IDOSOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE CAMINHADA
Palavras-chave:
idoso, epidemiologia, ansiedade, exercício físico, caminhadaResumo
INTRODUÇÃO: O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, onde se observam diversas transformações que ocasionam a privação sucessiva da capacidade de ajustamento ao meio. Nesse sentido, as mudanças tornam os idosos mais vulneráveis e susceptíveis a determinados agravos na saúde, bem como ao surgimento de doenças, como a ansiedade. OBJETIVO: Analisar a relação entre a prática de caminhada não supervisionada e a ansiedade em pessoas idosas. MÉTODOS: O presente estudo trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva e de caráter quantitativo. Desenvolvido na cidade de São José do Sabugi, no estado da Paraíba. A coleta de dados foi realizada de forma online através do Google Forms, no segundo semestre de 2020. A população é formada por idosos praticantes de caminhada e não praticantes. A amostragem é do tipo não-probabilística constituída pelos primeiros 12 voluntários que aceitaram fazer parte da pesquisa. Dentre estes 6 eram Praticantes de Caminha e 6 Não Praticantes. Os dados foram coletados por meio de formulário contendo informações sociodemográficas, comportamentais, avaliação da atividade física habitual por meio do Questionário Internacional de Atividades Físicas (IPAQ) e a investigação da presença ou não de ansiedade dos participantes por meio do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). RESULTADOS: A amostra teve predomínio do sexo feminino com média de idade de 72 anos, com baixo nível de escolaridade, apresentando renda salarial de até um salário mínimo, casados, e expressando a hipertensão como doença associada mais frequente. Os resultados obtidos relativos aos níveis de ansiedade enquanto estado (IDATE-E) e traço (IDATE-T), no presente estudo, mostraram que os idosos estudados apresentaram médio nível de ansiedade. Quando comparado os resultados obtidos entre os idosos Praticantes de Caminhada e Não Praticantes com relação a IDATE-E foi possível observar que os idosos Praticantes de Caminha apresentaram um nível de ansiedade menor quando comparado aos idosos Não Praticantes, já quando comparado ao IDATE-T os resultados foram bem semelhantes, mostrando que a pratica de caminhada com relação a ansiedade é benéfica quando se tem episódios de ansiedade vinculados a um estado, e não a um traço. CONCLUSÕES: Os resultados deste estudo apontam que a prática de caminhada pode ter relação com a melhora nos quadros de ansiedade. No entanto, não foi possível afirmar de forma estatística que a caminhada promoveu melhora no estado de ansiedade das pessoas estudadas.
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