DETERMINANTES DE SAÚDE RELACIONADOS AOS COMPORTAMENTOS E A QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO
Palavras-chave:
Determinantes Sociais da Saúde, Qualidade de Vida, IdosoResumo
INTRODUÇÃO: A perspectiva atual de saúde está direcionada para a promoção e proteção da saúde dos indivíduos e das populações. O meio em que as pessoas estão inseridas influencia diretamente na sua saúde e qualidade de vida, sendo esta influenciada e modificável pelo ambiente físico, social, econômico e cultural. Para afirmar que uma pessoa está em ótimo estado de saúde é preciso coletar informações sobre diversos aspectos, podendo esses dados serem alterados por fatores sociais e biológicos. OBJETIVOS: O objetivo dessa pesquisa foi descrever determinantes de saúde e identificar quais têm maior impacto na qualidade de vida de idosos não praticantes de exercícios físicos. METODOLOGIA: Tratou-se de uma pesquisa de campo, descritiva e exploratória com abordagem quantitativa. A população foi formada pelos idosos que habitam na cidade de São Bentinho no estado da Paraíba e a amostragem foi constituída por 30 idosos voluntários não praticantes de exercício físico. Foram utilizados formulários semiestruturado sobre determinantes de saúde; realizou-se uma avaliação cognitiva através do Mini Mental State Examination – MEEM; e para avaliar a qualidade de vida foi utilizado o WHOQOL-BREF. Para análise estatística e elaboração do banco de dados dos três formulários, foi utilizado o Software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS – versão 20.0) para Windows e os escores de cada instrumento. RESULTADOS: A amostra caracterizou-se por idosos com faixa etária entre 60–65 (33,3%), sexo feminino (70%), usuários do SUS (90%) e nível socioeconômico classificado como D (53,3%). A avaliação geral da qualidade de vida e a satisfação com a saúde dos idosos entrevistados foi regular e entre os domínios avaliados, o que mais contribuiu para a qualidade de vida foi o domínio das relações sociais (75%) e o que menos contribuiu domínio foi o físico (58,21%). Observou-se ainda baixo desempenho cognitivo dos entrevistados. Houve correlação significativa entre a realização de trabalho remunerado com o local de moradia (p<0,008) e nível socioeconômico (p<0,000), bem como a idade com a hipertensão arterial sistêmica (p<0,027), e os idosos que utilizavam planos de saúde estavam mais satisfeitos com o sono (p<0,001). CONCLUSÃO: Foi possível evidenciar que a QV dos idosos não praticantes de exercício físico é comprometida, especialmente nos domínios físico, cognitivo e ambiental, visto que esses fatores estão diretamente relacionados com o meio em que estão inseridos e os seus hábitos, embora os participantes apresentarem uma boa relação social. Portanto, garantir um envelhecimento ativo e saudável para essa população por meio de políticas públicas, torna-se viável como forma de reduzir danos decorrentes do tempo e que afetam sua qualidade de vida da população idosa.
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